quarta-feira, 4 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Livro do mês de maio
Esta é uma
saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e
pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus
protagonistas.
Este
romance foi concebido polifonicamente com a descrição dos vários modos de viver
a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é
familiar.
Permitindo
leituras muitíssimo subjetivas, este enredo pode constituir-se como uma peregrinação
possível em tempos de escassez e de aventura.
É também uma lição sobre o significado de regresso, que se não limita a perfazer o
círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira
ou de outra, conhecemos.
Este
livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o Ensino
Secundário.
João de Melo
nasceu nos Açores, em 1949. Aos 11 anos, deixa a sua ilha natal para prosseguir
os
estudos no continente, como aluno interno do Seminário dos Dominicanos, onde
permanece entre 1960 e 1967. Abandonado o seminário, passa a viver em Lisboa,
prosseguindo os estudos enquanto trabalha e iniciando colaborações na imprensa
escrita. No Diário Popular publica o seu primeiro conto, aos 18 anos. A partir
de então publicará contos, crítica literária e poemas em diversos periódicos de
Lisboa e dos Açores, integrando-se na geração literária que, sediada em Angra
do Heroísmo - e ligada ao suplemento literário do jornal A União - renovou a
literatura açoriana contemporânea. A incorporação no exército em 1970 e a
posterior ida para Angola, onde permaneceu 27 meses numa zona de guerra,
marcá-lo-ão em termos pessoais e literários, sendo tema de vários livros seus,
de que se destaca, na ficção, Autópsia de Um Mar de Ruínas, romance que é uma
referência na Literatura Portuguesa sobre a guerra colonial. Após a revolução
de Abril de 1974, João de Melo licencia-se em Filologia Românica mantendo
sempre colaboração em diversas revistas literárias (Colóquio-Letras, Vértice e,
mais tarde, Sílex, Ler, etc.). No início da década de 80, torna-se professor do
ensino secundário, atividade em que reparte até hoje o seu tempo com a escrita
literária
Poema do mês de maio
Nau Catrineta
Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar."
Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar."
Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Já mataram o seu galo,
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar."
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar."
"Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar.
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar."
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar.
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar."
"Deitaram sortes ao fundo,
qual se havia de matar.
Logo a sorte foi cair
no capitão general"
qual se havia de matar.
Logo a sorte foi cair
no capitão general"
- "Sobe, sobe, marujinho,
àquele mastro real,
vê se vês terras de Espanha,
ou praias de Portugal."
àquele mastro real,
vê se vês terras de Espanha,
ou praias de Portugal."
- "Não vejo terras de Espanha,
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar."
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar."
- "Acima, acima, gajeiro,
acima ao tope real!
Olha se vês minhas terras,
ou reinos de Portugal."
acima ao tope real!
Olha se vês minhas terras,
ou reinos de Portugal."
- "Alvíssaras, senhor alvissaras,
meu capitão general!
Que eu já vejo tuas terras,
e reinos de Portugal.
Se não nos faltar o vento,
a terra iremos jantar.
meu capitão general!
Que eu já vejo tuas terras,
e reinos de Portugal.
Se não nos faltar o vento,
a terra iremos jantar.
Lá vejo muitas ribeiras,
lavadeiras a lavar;
vejo muito forno aceso,
padeiras a padejar,
e vejo muitos açougues,
carniceiros a matar.
lavadeiras a lavar;
vejo muito forno aceso,
padeiras a padejar,
e vejo muitos açougues,
carniceiros a matar.
Também vejo três meninas,
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar."
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar."
- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar"
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar"
- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.
Que eu tenho mulher em França,
filhinhos de sustentar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar."
Que vos custou a criar.
Que eu tenho mulher em França,
filhinhos de sustentar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar."
- "A Nau Catrineta, amigo,
eu não te posso dar;
assim que chegar a terra,
logo ela vai a queimar.
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."
eu não te posso dar;
assim que chegar a terra,
logo ela vai a queimar.
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."
- "Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar"
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar"
- "Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar.
Que assim como escapou desta,
doutra ainda há de escapar"
Pois vos custou a ganhar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar.
Que assim como escapou desta,
doutra ainda há de escapar"
Lá vai a Nau Catrineta,
leva muito que contar.
Estava a noite a cair,
e ela em terra a varar.
leva muito que contar.
Estava a noite a cair,
e ela em terra a varar.
Romance popular - composição poética ligada à tradição oral
domingo, 12 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Filme do mês de abril
Baseado no romance homónimo de Joanne Harris, este filme
relata-nos a história de uma mulher que abre uma chocolataria numa aldeia
francesa. A família é constituída apenas por mãe e filha.
A loja de doces, símbolo da tentação e do pecado, vai
abalar toda a rigidez, preconceito, hipocrisia e falsa moralidade desta pequena
comunidade.
Contudo, no final, os habitantes da pacata aldeia
francesa reaprendem a amar, rir e viver com alegria.
Juliet Binoche brilha como protagonista
deste filme de 2000,nomeado para 5 Óscares da Academia. Para além de Binoche, o
elenco conta com actores, como Johnny Depp, Judi Dench, Lena Olin e Alfred
Molina. Um filme deveras saboroso!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
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