quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Filme do mês de janeiro
12
Anos Escravo
Título
original:
"12
Years as a Slave"
Realizador:
Steve Mcqueen
Atores:
Chiwetel Ejiofor, Michael K. Williams, Michael Fassbender
Argumento
de John Ridley baseado na obra de
Solomon Northup "Twelve Years as a Slave"
Género: Drama/Ação Classificação: M/12
Outros
dados: USA, 2013, Cores, 134 min.
Dirigido
por Steve McQueen (não confundir com o saudoso e fabuloso ator, de “Bullit”
prematuramente falecido em 1980) este filme recebeu, ontem, 9 nomeações para os
Óscares de 2014, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Realizador.
Com
este filme dramático McQueen procura aprofundar a história da escravatura nos
EUA e a abordá-la segundo uma perspetiva mais realista, a partir de factos
verídicos.
Tem
como base as memórias do próprio Solomon Northup, que foi raptado e vendido
como escravo em meados do século XIX.
Classificado com 8.5 numa escala de 0 a 10, no
IMDB.
Em Seia no Cine Teatro da Casa da Cultura, nos próximos dias 24, 25 e 26
de janeiro.
Poema do mês de janeiro
Milagrário
Pessoal
Dentro de ti ouço passar
o queixume dum quissange
uma guitarra que tange
uma cuica que ri
Escuto o alegre pulsar
de Lisboa, Rio, Luanda
o murmúrio da Kianda
o cantar do bem-te-vi
Dentro de ti vejo brilhar
palavras, como um tesouro
vaga-lume, ardor, besouro
ouço-as em seu fulgor
Auriflama, morança, vagar
palavras como um brinquedo
brucutu, malícia, folguedo
estropício, fagueiro, lavor
Dentro de ti ouço passar
o pregão da quitandeira
a reza da benzedeira
o golo do relator
Escuto o alegre pulsar
d'Alfama, Leblon, Marçal
os tambores de carnaval
o cantar do meu amor
o queixume dum quissange
uma guitarra que tange
uma cuica que ri
Escuto o alegre pulsar
de Lisboa, Rio, Luanda
o murmúrio da Kianda
o cantar do bem-te-vi
Dentro de ti vejo brilhar
palavras, como um tesouro
vaga-lume, ardor, besouro
ouço-as em seu fulgor
Auriflama, morança, vagar
palavras como um brinquedo
brucutu, malícia, folguedo
estropício, fagueiro, lavor
Dentro de ti ouço passar
o pregão da quitandeira
a reza da benzedeira
o golo do relator
Escuto o alegre pulsar
d'Alfama, Leblon, Marçal
os tambores de carnaval
o cantar do meu amor
José Eduardo Agualusa
Livro do mês de janeiro
Ao morrer, Faustino Manso, famoso compositor
angolano, deixou sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina,
realizadora de cinema, tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico.
Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção
entretecem-se, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José
Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro
personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de
Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e
as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente a Cidade do Cabo, na África
do Sul.
Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo
a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais, e dali até à ilha de Moçambique.
Percorrem nesta viagem “malhas que o Império tece”, paisagens que fazem
fronteira com o sonho, e das quais emergem as mais estranhas personagens.
As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre
mulheres, música e magia. Nestas páginas anuncia-se o renascimento de África,
continente afetado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da
música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito
antigos.
José Eduardo Agualusa nasceu a 13 de Dezembro
de 1960 em Huambo, Angola. Estudou Silvicultura
e Agronomia em Lisboa. Publicou
o seu primeiro livro em 1989 e desde então a sua escrita tem sido muito
profícua: A Conjura (romance,1989); D.
Nicolau Água-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis (contos,
1990); O coração dos Bosques (poesia, 1991); A feira dos assombrados
(novela,1992); Nação Crioula (romance,1997); Fronteiras Perdidas, contos para
viajar (contos, 1999); Um Estranho em Goa (romance, 2000); Estranhões e
Bizarrocos (literatura infantil, 2000); A Substância do Amor e Outras Crónicas
(crónicas, 2000); O Homem que Parecia um Domingo (contos, 2002); Catálogo de
Sombras (contos, 2003); O Vendedor de Passados (romance, 2004); Manual Prático
de Levitação (contos,2005); A girafa que comia estrelas (novela,2005);
Milagrário Pessoal (romance, 2010) e Teoria geral do Esquecimento (romance,
2012). Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas. Recebeu vários prémios e
sobre a escrita afirma o autor: “Escrever me diverte, e escrevo também, porque
quero saber como termina o poema, o conto ou o romance. E ainda porque a
escrita transforma o mundo. Ninguém acredita nisto e no entanto é
verdade."
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Poema do mês de dezembro
Invictus
Do fundo
desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras
do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste
oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
Livro do mês de dezembro
Esta tragédia shakespeariana não é
significativa apenas por enfocar o amor proibido entre dois jovens na Verona
renascentista, mas também por denunciar a hipocrisia e as convenções sociais,
os interesses económicos e a sede de poder, elementos que engendram
inevitavelmente a intolerância e condenam o sentimento nobre que brota dos
corações de Romeu e Julieta.
Em Verona, Itália, por volta de 1600, a
rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos
estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz. Num
baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta
Capuleto. A paixão é mútua e instantânea. Ao descobrir que pertencem a famílias
inimigas, os dois desesperam. Resolvem casar-se secretamente, com a
cumplicidade de frei Lourenço.
No entanto, o destino desse amor seria
trágico, dado que a peça termina com a morte dos dois jovens, cujas famílias se
reconciliam definitivamente após tal tragédia.
William Shakespeare, poeta e dramaturgo
inglês, nascido em 1564, em Stratford-Upon-Avon, e falecido em 1616, na sua
terra natal, onde se encontra sepultado. O seu aniversário é comemorado a 23 de
abril e sabe-se que foi batizado a 26 de abril de 1564. O seu pai, John
Shakespeare, era um comerciante bem-sucedido e membro do conselho municipal. A mãe,
Mary Arden, pertencia a uma das mais notáveis famílias de Warwickshire.
Shakespeare frequentou o liceu de Stratford, onde os filhos dos comerciantes da
região aprendiam Grego e Latim e recebiam uma educação apropriada à classe
média a que pertenciam. Surge na cena Londrina cerca de 1592 e no inverno de
1594 integrou a mais importante companhia de teatro isabelina, The Lord
Chamberlain's Men, onde permaneceu até ao final da sua carreira. A companhia
deveu à popularidade de Shakespeare o seu lugar privilegiado entre as restantes
companhias de teatro até ao encerramento dos teatros pelo Parlamento inglês em
1642. Em 1598 foi inaugurado o Globe Theatre, o teatro da companhia a que
Shakespeare se associara. Além de uma coleção de sonetos e de alguns poemas épicos,
Shakespeare escreveu exclusivamente para o teatro. As suas 37 peças dividem-se
geralmente em três categorias: comédias, dramas históricos e tragédias.
Shakespeare é considerado o mais influente dramaturgo a nível mundial
sábado, 14 de dezembro de 2013
Filme do mês de dezembro: 7 Pecados Rurais
De: Nicolau Breyner
Com: João Paulo Rodrigues, José Raposo, Melânia Gomes, Nicolau Breyner, Patrícia Tavares, Paulo Futre, Quim Barreiros
Género: Comédia
Classificação: M/12
Outros dados: Portugal, 2013, Cores, 95 min.
As minhas desculpas pelo atraso na
sugestão do filme do mês. Hesitei um pouco… deveria ser um filme de Natal,
atendendo à época, ou de cinema de animação que os há, muitos e grandes
produções (alguns). Mas decidi escolher o filme português estreado há 3
semanas.
Desta vez não digo que, se não
gostarem pago o bilhete, porque ainda não vi. Por isso a razão da escolha é o
facto de estar a ter uma excelente adesão do público, de ser
uma comédia e de ser… português. Na verdade, 2012 foi o ano em que os espetadores
portugueses menos foram ao cinema em comparação com o resto da Europa.
Daí a razão da escolha e da sugestão
para o mês de dezembro: vamos todos “pecar” em Seia, no Cine Teatro da Casa da
Cultura, dias 20, 21 e 22 de dezembro.
Carlos Teófilo
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
Trabalhos dos alunos do curso de Artes Visuais
Participação dos alunos do curso de
Artes Visuais da Escola Secundária de Seia na exposição de Comemoração do
Centenário de Nascimento de Álvaro Cunhal, que decorreu no Salão das Magnólias,
dos dias 1 a 9 de novembro, com o apoio da Biblioteca Escolar.
Poema do mês de novembro
A Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
Livro do mês de novembro
“Inferno” é o título de um livro vertiginoso, que ajuda a desdramatizar o seu próprio conceito. Dan Brown excede-se na arte do suspense, que cria desde o primeiro ao último parágrafo. Porém, supera-se sobretudo ao entretecer no enredo deste livro temas tão diversos como Arte, Ciência, Sobrepopulação, Literatura e História e, através de uma arquitetura literária de requintada qualidade, cria um thriller absolutamente apaixonante.
Além do mais, situa a intriga num espaço magnífico - a belíssima e antiga cidade de Florença, qual museu vivo onde cada pedra está impregnada de História. Como imaginar fugas e perseguições com veículos de última geração através da Ponte Vecchio, do Palácio Pitti e dos jardins que o rodeiam, os Jardins de Boboli? Como imaginar a ação de crime e mistério a desenrolar-se no Museu do Palácio Vecchio, na Catedral de Santa Maria das Flores, no Baptistério de São João e nas suas famosas Portas do Paraíso? Mistério, crime, morte e suspense acompanhados de descrições fabulosas da pintura de Giotto, da arquitetura de Brunelleschi, da escultura de Miguel Ângelo, da poesia épica de A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
As descrições de arte na fabulosa e extraordinária cidade de Florença são múltiplas e belíssimas e ajudam a criar o suspense num enredo fascinante, porque escondem segredos antigos, que aguardam séculos para ser desvendados.
Após Florença, a ação decorre em Veneza e Istambul, novamente cidades únicas de cariz incontornável, onde as passagens secretas e os símbolos funcionam como fio condutor de um livro surpreendente, no qual nem James Bond, o agente secreto 007 de Sua Majestade, escapa à inteligência de Dan Brown.
Dan Brown nasceu em 1965 em New Hampshire, nos Estados Unidos da América, sendo filho de um professor de Matemática e de uma intérprete de música sacra. Brown estudou no liceu local e mais tarde licenciou-se. Tentou fazer carreira como compositor, pianista e cantor em Los Angeles, sem sucesso e acabou por ir estudar história da arte em Sevilha, Espanha. Entretanto, a meias com a mulher, escreveu o livro 187 Homens a evitar: um guia para mulheres romanticamente frustradas. Em 1993 regressou a New Hampshire para se tornar professor de inglês na escola onde tinha estudado. Passados dois anos, um episódio na sua escola fez com que Dan Brown começasse a fazer pesquisas sobre a Agência Nacional de Segurança. Acabou por resultar desse interesse a escrita do seu primeiro romance Fortaleza Digital, que foi lançado em 1996 com sucesso.
Quatro anos depois do seu romance de estreia, lançou Anjos e Demónios, seguindo-se em 2001 Deception Point. Finalmente, em Março de 2003, Dan Brown lançou no mercado norte-americano The Da Vinci Code (O Código Da Vinci), que logo no primeiro dia vendeu mais de seis mil exemplares, tendo-se tornado num dos livros mais vendidos de sempre em todo o mundo.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
sábado, 16 de novembro de 2013
Filme do mês de novembro: Capitão Philips
Com: Tom Hanks,
Barkhad Abdi, Barkhad Abdirahman
Género: Ação/Aventura
Classificação: M/12
Outros dados: USA, 2013, Cores, 134 min
Dirigido por
Paul Grengrass, o realizador de “Voo 93” e baseado numa história verídica, este
filme relata o rapto do Capitão Philips (Tom Hanks) em 2009 por piratas somalis. Este sequestro é
o primeiro em 200 anos de história da marinha mercante dos USA. Uma emocionante
aventura e um complexo retrato dos inúmeros efeitos da globalização. Sério
candidato aos Óscares, este biopic está classificado com 8,3 , num escala de 0
a 10, no IMDB.
Em Seia no
Cine Teatro da Casa da Cultura, nos próximos dias 22, 23 e 24 de Novembro.
Vá assistir;
se não gostar ….pago-lhe o bilhete.
Carlos Teófilo
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
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