segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Concurso de Banda Desenhada



LER A SORRIR

Concurso de Banda Desenhada

O Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares, a Direcção-Geral da Saúde, a Ordem dos Médicos Dentistas e a NCreatures, organizam um concurso de banda desenhada, de acordo com o Regulamento seguinte:
REGULAMENTO
1. Podem participar neste Concurso todos os alunos do 3º Ciclo e do Ensino Secundário do universo escolar português, território continental e insular.
2. O prazo para participar será de 12 de Fevereiro a 18 de Março de 2014.
3. Cada aluno pode participar apenas com um trabalho - não estão previstas participações coletivas.
4. Serão considerados 3 vencedores em cada nível de ensino (3º Ciclo e Ensino Secundário) correspondentes a 1º | 2º | 3º lugares em cada um deles, respectivamente.

5. A participação será considerada válida mediante a entrega de um trabalho de banda desenhada com o tema LER A SORRIR que se refere à relação estreita entre a LEITURA e a SAÚDE ORAL, fundamento do Projecto SOBE – Saúde Oral, Bibliotecas Escolares.
 
 
6. Este trabalho deve ser apresentado ao Plano Nacional de Leitura, via digital, através dos endereços de e-mail: manuel.goncalves@planonacionaldeleitura.gov.pt | virginia.santos@planonacionaldeleitura.gov.pt
7. Do email a enviar devem constar as seguintes informações:
  • nome do concorrente | contacto telefónico e de e-mail
  • nome do encarregado de educação ou responsável legal | contacto telefónico e e-mail do encarregado de educação ou responsável legal
  • resumo da história

  • o trabalho a concurso, em anexo, constituído por 1 a 5 páginas de banda desenhada, independentemente do estilo de desenho da mesma.
 
 
  • declaração de responsabilidade, necessária para concorrentes menores, que deve ser anexada ao email
8. Um júri formado por representantes seleccionados pelo Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares, a Direcção-Geral da Saúde, a Ordem dos Médicos Dentistas e a NCreatures, fará a seleção dos três Vencedores, de cada nível de ensino aos quais corresponderá um prémio a definir posteriormente.
 
9. O júri assim constituído reserva-se o direito de não atribuição de algum dos prémios.
10. As decisões do Júri não são passíveis de recurso.
11. A organização entrará em contato por via telefónica com os Vencedores ou com um dos seus pais ou representantes legais, no caso de este ser menor de idade, para os informar da sua condição de Vencedores e para dar todos os detalhes relativos à entrega do prémio.
10. Os organizadores do Concurso reservam-se o direito de, por motivos de força maior, cancelar o Passatempo e/ou modificar este Regulamento.
11. A participação no Passatempo implica a aceitação integral do presente Regulamento.
12. Os Vencedores, os seus pais ou representantes legais, no caso de este ser menor de idade, dão, mediante a aceitação deste Regulamento, o seu consentimento para que o Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares, a Direcção-Geral da Saúde, a Ordem dos Médicos Dentistas e a NCreatures possam utilizar o seu nome em ações que estejam relacionadas com o Passatempo, com a sua promoção e/ou publicidade em qualquer meio.


A BE e o dia de S. Valentim

 

 
 
Participação dos alunos:
 
"Repara no meu olhar
Quando vejo o teu sorriso
Quero ser a razão dele
Assumir um compromisso"
 
                                                         MFNF
 
"Virou tudo, girou tudo
O Mundo estava ao contrário
Mas quando vi o teu olhar
Tornou-se tudo como um
Mundo imaginário!
Inocência reconhecida
No teu rosto marcado
A vida segue em frente
... mas quero-te."
 
Apaixonado >3
Lest Beat


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de S. Valentim

 
 
Se me esqueceres
 
Quero que saibas
uma coisa.
 
Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.
 
Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.
Se de súbito

me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.
 
Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.
 
Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus.

Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

O Amor, Meu Amor

Nosso amor é impuro
 como impura é a luz e a água
 e tudo quanto nasce
 e vive além do tempo.

 Minhas pernas são água,
 as tuas são luz
 e dão a volta ao universo
 quando se enlaçam
 até se tornarem deserto e escuro.
 E eu sofro de te abraçar
 depois de te abraçar para não sofrer.

 E toco-te
 para deixares de ter corpo
 e o meu corpo nasce
 quando se extingue no teu.

 E respiro em ti
 para me sufocar
 e espreito em tua claridade
 para me cegar,
 meu Sol vertido em Lua,
 minha noite alvorecida.

 Tu me bebes
 e eu me converto na tua sede.
 Meus lábios mordem,
 meus dentes beijam,
 minha pele te veste
 e ficas ainda mais despida.

 Pudesse eu ser tu
 E em tua saudade ser a minha própria espera.

 Mas eu deito-me em teu leito
 Quando apenas queria dormir em ti.

 E sonho-te
 Quando ansiava ser um sonho teu.

 E levito, voo de semente,
 para em mim mesmo te plantar
 menos que flor: simples perfume,
 lembrança de pétala sem chão onde tombar.

 Teus olhos inundando os meus
 e a minha vida, já sem leito,
 vai galgando margens
 até tudo ser mar.
 Esse mar que só há depois do mar.

Mia Couto, in "idades cidades divindades"
 

Agora que Sinto Amor

Agora que sinto amor
Tenho interesse no que cheira.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver.

Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso"
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Filme do mês de janeiro


12 Anos Escravo

Título original:

"12 Years as a Slave"

Realizador: Steve Mcqueen

Atores: Chiwetel Ejiofor, Michael K. Williams, Michael Fassbender

Argumento de John Ridley baseado na obra de  Solomon Northup "Twelve Years as a Slave"

Género:  Drama/Ação Classificação:  M/12

Outros dados: USA, 2013, Cores, 134 min.

 

Dirigido por Steve McQueen (não confundir com o saudoso e fabuloso ator, de “Bullit” prematuramente falecido em 1980) este filme recebeu, ontem, 9 nomeações para os Óscares de 2014, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Realizador.

Com este filme dramático McQueen procura aprofundar a história da escravatura nos EUA e a abordá-la segundo uma perspetiva mais realista, a partir de factos verídicos.

Tem como base as memórias do próprio Solomon Northup, que foi raptado e vendido como escravo em meados do século XIX.

 Classificado com 8.5 numa escala de 0 a 10, no IMDB.
 

Em Seia no Cine Teatro da  Casa da Cultura, nos próximos dias 24, 25 e 26 de janeiro.

 
 


Poema do mês de janeiro


Milagrário Pessoal

Dentro de ti ouço passar
o queixume dum quissange

uma guitarra que tange
uma cuica que ri


Escuto o alegre pulsar
de Lisboa, Rio, Luanda
o murmúrio da Kianda
o cantar do bem-te-vi

Dentro de ti vejo brilhar
palavras, como um tesouro
vaga-lume, ardor, besouro
ouço-as em seu fulgor

Auriflama, morança, vagar
palavras como um brinquedo
brucutu, malícia, folguedo
estropício, fagueiro, lavor

Dentro de ti ouço passar
o pregão da quitandeira
a reza da benzedeira
o golo do relator

Escuto o alegre pulsar
d'Alfama, Leblon, Marçal
os tambores de carnaval
o cantar do meu amor


José Eduardo Agualusa

Livro do mês de janeiro


Ao morrer, Faustino Manso, famoso compositor angolano, deixou sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina, realizadora de cinema, tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico.

Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção entretecem-se, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente a Cidade do Cabo, na África do Sul.

Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais, e dali até à ilha de Moçambique. Percorrem nesta viagem “malhas que o Império tece”, paisagens que fazem fronteira com o sonho, e das quais emergem as mais estranhas personagens.

As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre mulheres, música e magia. Nestas páginas anuncia-se o renascimento de África, continente afetado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.
 
 
José Eduardo Agualusa nasceu a 13 de Dezembro de 1960 em Huambo, Angola. Estudou Silvicultura
e Agronomia em Lisboa. Publicou o seu primeiro livro em 1989 e desde então a sua escrita tem sido muito profícua: A Conjura  (romance,1989); D. Nicolau Água-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis (contos, 1990); O coração dos Bosques (poesia, 1991); A feira dos assombrados (novela,1992); Nação Crioula (romance,1997); Fronteiras Perdidas, contos para viajar (contos, 1999); Um Estranho em Goa (romance, 2000); Estranhões e Bizarrocos (literatura infantil, 2000); A Substância do Amor e Outras Crónicas (crónicas, 2000); O Homem que Parecia um Domingo (contos, 2002); Catálogo de Sombras (contos, 2003); O Vendedor de Passados (romance, 2004); Manual Prático de Levitação (contos,2005); A girafa que comia estrelas (novela,2005); Milagrário Pessoal (romance, 2010) e Teoria geral do Esquecimento (romance, 2012). Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas. Recebeu vários prémios e sobre a escrita afirma o autor: “Escrever me diverte, e escrevo também, porque quero saber como termina o poema, o conto ou o romance. E ainda porque a escrita transforma o mundo. Ninguém acredita nisto e no entanto é verdade."

 
 
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Poema do mês de dezembro


Invictus

(0 poema que inspirou Mandela)

Do fundo desta noite que persiste 
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa; 
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

 

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Livro do mês de dezembro


Esta tragédia shakespeariana não é significativa apenas por enfocar o amor proibido entre dois jovens na Verona renascentista, mas também por denunciar a hipocrisia e as convenções sociais, os interesses económicos e a sede de poder, elementos que engendram inevitavelmente a intolerância e condenam o sentimento nobre que brota dos corações de Romeu e Julieta.

Em Verona, Itália, por volta de 1600, a rivalidade entre os Montecchios e os Capuletos acentua-se e os conflitos estendem-se a parentes e criados, apesar do apelo do príncipe pela paz. Num baile de máscaras na casa dos Capuletos, Romeu Montecchio conhece Julieta Capuleto. A paixão é mútua e instantânea. Ao descobrir que pertencem a famílias inimigas, os dois desesperam. Resolvem casar-se secretamente, com a cumplicidade de frei Lourenço.

No entanto, o destino desse amor seria trágico, dado que a peça termina com a morte dos dois jovens, cujas famílias se reconciliam definitivamente após tal tragédia.
 
 
William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês, nascido em 1564, em Stratford-Upon-Avon, e falecido em 1616, na sua terra natal, onde se encontra sepultado. O seu aniversário é comemorado a 23 de abril e sabe-se que foi batizado a 26 de abril de 1564. O seu pai, John Shakespeare, era um comerciante bem-sucedido e membro do conselho municipal. A mãe, Mary Arden, pertencia a uma das mais notáveis famílias de Warwickshire. Shakespeare frequentou o liceu de Stratford, onde os filhos dos comerciantes da região aprendiam Grego e Latim e recebiam uma educação apropriada à classe média a que pertenciam. Surge na cena Londrina cerca de 1592 e no inverno de 1594 integrou a mais importante companhia de teatro isabelina, The Lord Chamberlain's Men, onde permaneceu até ao final da sua carreira. A companhia deveu à popularidade de Shakespeare o seu lugar privilegiado entre as restantes companhias de teatro até ao encerramento dos teatros pelo Parlamento inglês em 1642. Em 1598 foi inaugurado o Globe Theatre, o teatro da companhia a que Shakespeare se associara. Além de uma coleção de sonetos e de alguns poemas épicos, Shakespeare escreveu exclusivamente para o teatro. As suas 37 peças dividem-se geralmente em três categorias: comédias, dramas históricos e tragédias. Shakespeare é considerado o mais influente dramaturgo a nível mundial
 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Filme do mês de dezembro: 7 Pecados Rurais


De:  Nicolau Breyner

Com: João Paulo Rodrigues, José Raposo, Melânia Gomes, Nicolau Breyner, Patrícia Tavares, Paulo Futre, Quim Barreiros 

Género: Comédia

Classificação: M/12

Outros dados: Portugal, 2013, Cores, 95 min.
 Quim e Zé vão buscar duas primas afastadas de Lisboa, que pretendem reviver o Verão louco de há dois anos em Curral de Moinas, mas esbardalham-se fatalmente num rebanho de ovelhas. Quando chegam ao Céu, Deus oferece-lhes uma segunda oportunidade de voltar a Curral de Moinas. Terão de lhe provar que abdicarão de uma vida amoral e libertina, renunciando aos sete pecados capitais: luxúria, gula, ira, inveja, avareza, soberba e preguiça. Isto, por si, já seria um desafio quase impossível mas, para tornar tudo mais animado, cada vez que Quim e Zé vacilam perante o pecado são chamados “lá acima” ou vem Deus “cá abaixo”. Será que Quim e Zé resistem à avalanche de tentações que lhes são oferecidas?

 

As minhas desculpas pelo atraso na sugestão do filme do mês. Hesitei um pouco… deveria ser um filme de Natal, atendendo à época, ou de cinema de animação que os há, muitos e grandes produções (alguns). Mas decidi escolher o filme português estreado há 3 semanas.

Desta vez não digo que, se não gostarem pago o bilhete, porque ainda não vi. Por isso a razão da escolha é o facto de  estar a  ter uma excelente adesão do público, de ser uma comédia e de ser… português. Na verdade, 2012 foi o ano em que os espetadores portugueses menos foram ao cinema em comparação com o resto da Europa.

Daí a razão da escolha e da sugestão para o mês de dezembro: vamos todos “pecar” em Seia, no Cine Teatro da Casa da Cultura, dias 20, 21 e 22 de dezembro.
 
Carlos Teófilo

domingo, 1 de dezembro de 2013

Trabalhos dos alunos do curso de Artes Visuais


Participação dos alunos do curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Seia na exposição de Comemoração do Centenário de Nascimento de Álvaro Cunhal, que decorreu no Salão das Magnólias, dos dias 1 a 9 de novembro, com o apoio da Biblioteca Escolar.








 

Poema do mês de novembro

A Forma Justa

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo


Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

Livro do mês de novembro

“Inferno” é o título de um livro vertiginoso, que ajuda a desdramatizar o seu próprio conceito. Dan Brown excede-se na arte do suspense, que cria desde o primeiro ao último parágrafo. Porém, supera-se sobretudo ao entretecer no enredo deste livro temas tão diversos como Arte, Ciência, Sobrepopulação, Literatura e História e, através de uma arquitetura literária de requintada qualidade, cria um thriller absolutamente apaixonante.
Além do mais, situa a intriga num espaço magnífico - a belíssima e antiga cidade de Florença, qual museu vivo onde cada pedra está impregnada de História. Como imaginar fugas e perseguições com veículos de última geração através da Ponte Vecchio, do Palácio Pitti e dos jardins que o rodeiam, os Jardins de Boboli? Como imaginar a ação de crime e mistério a desenrolar-se no Museu do Palácio Vecchio, na Catedral de Santa Maria das Flores, no Baptistério de São João e nas suas famosas Portas do Paraíso? Mistério, crime, morte e suspense acompanhados de descrições fabulosas da pintura de Giotto, da arquitetura de Brunelleschi, da escultura de Miguel Ângelo, da poesia épica de A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
As descrições de arte na fabulosa e extraordinária cidade de Florença são múltiplas e belíssimas e ajudam a criar o suspense num enredo fascinante, porque escondem segredos antigos, que aguardam séculos para ser desvendados.
Após Florença, a ação decorre em Veneza e Istambul, novamente cidades únicas de cariz incontornável, onde as passagens secretas e os símbolos funcionam como fio condutor de um livro surpreendente, no qual nem James Bond, o agente secreto 007 de Sua Majestade, escapa à inteligência de Dan Brown.
 
Dan Brown nasceu em 1965 em New Hampshire, nos Estados Unidos da América, sendo filho de um professor de Matemática e de uma intérprete de música sacra. Brown estudou no liceu local e mais tarde licenciou-se.
Tentou fazer carreira como compositor, pianista e cantor em Los Angeles, sem sucesso e acabou por ir estudar história da arte em Sevilha, Espanha. Entretanto, a meias com a mulher, escreveu o livro 187 Homens a evitar: um guia para mulheres romanticamente frustradas. Em 1993 regressou a New Hampshire para se tornar professor de inglês na escola onde tinha estudado. Passados dois anos, um episódio na sua escola fez com que Dan Brown começasse a fazer pesquisas sobre a Agência Nacional de Segurança. Acabou por resultar desse interesse a escrita do seu primeiro romance Fortaleza Digital, que foi lançado em 1996 com  sucesso.
Quatro anos depois do seu romance de estreia, lançou Anjos e Demónios, seguindo-se em 2001 Deception Point. Finalmente, em Março de 2003, Dan Brown lançou no mercado norte-americano The Da Vinci Code (O Código Da Vinci), que logo no primeiro dia vendeu mais de seis mil exemplares, tendo-se tornado num dos livros mais vendidos de sempre em todo o mundo.