quinta-feira, 24 de abril de 2014

Feiras das plantas


Poema do mês de abril


E Depois do Adeus

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

José Nisa

Nota: Esta canção serviu de senha de início da revolução de 25 de Abril de 1974

Livro do mês de abril


Retrato a sépia é um romance histórico, cuja ação decorre no Chile, em finais de século XIX. Trata-se de uma saga familiar, onde reencontramos algumas das personagens de  A casa dos espíritos e Filha da fortuna romances, que se constituíram como pilares na construção da vastíssima obra de Isabel Allende.
A personagem principal, Aurora del Valle, sofre um trauma brutal que determina o seu carácter e apaga da sua mente os primeiros cinco anos de vida. Criada pela sua ambiciosa avó, Paulina del Valle, Aurora cresce num ambiente privilegiado, livre das limitações que oprimem as mulheres da sua época, mas atormentada por pesadelos horríveis. Quando se vê na iminência de enfrentar a traição do homem que ama, bem como a solidão, Aurora decide explorar o seu passado, envolto em mistérios.
Em o Retrato a sépia, Isabel Allende eleva a narrativa ao auge da perfeição literária e, simultaneamente, confere-lhe uma dimensão humana extraordinária.

 
Isabel Allende nasceu em 1942, no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de
residência noutros locais, nomeadamente na Venezuela até 1988. Desde então reside nos Estados Unidos da América, Califórnia.

Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana, e adaptado ao cinema, tornou-se um êxito de bilheteira.

Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Filme do mês de abril


Titulo Original: August: Osage County

• Realização: John Wells

• Ano: 2013

• Distribuidora: Zon Audiovisuais

• País: EUA

• Data Estreia: 27.02.2014

• Intérpretes: Meryl Streep, Julia Roberts, Chris Coper, Ewan McGregor, Margo Martindale, Sam Shepard, Dermot Mulroney

• Género: Drama
  • Duração: 130 mts
Baseado na peça homónima de Tracy Letts, vencedor de um Prémio Pulitzer - August: Osage County conta-nos a negra, hilariante e comovente  história dos Weston, uma família disfuncional que se reúne devido ao estranho desaparecimento de Beverly Weston, o patriarca. À medida que os dias passam e eles são forçados a uma convivência imposta pelas circunstâncias, tudo vem ao de cima: as crises, os ciúmes, os ressentimentos e as fragilidades de cada um. Porém, no meio de tantos sentimentos, haverá espaço para reencontrar o amor que, apesar de tudo, ainda teima em uni-los a todos….

Nomeado para  Óscar de Melhor Atriz ( Meryl Streep)

Em exibição em Seia, no Cine Teatro da Casa da Cultura, Dias 11, 12 e 13 de abril - 21:30H
 

domingo, 23 de março de 2014

Oficina de escrita criativa



Preciosas memórias

Penso em ti com saudade
e entre os nossos beijos
não penso no teu ser,
mas sim no teu olhar.
Percorro a estrada atá à exaustão?
O mundo que construí por mim mesmo
como que reflete o seu agrado
e observo profundamente
os segredos do seu corpo.
O vazio imenso das suas costas
abraça a lembrança da qual irei guardar o brilho
que cavalga desafiante como tu.
Na luta de te conquistar?
De encontro ao homem, o sonho
humano torna-se um carvão
e do rio para o mar, os sentimentos
de almas irreais saem das grutas.

10º F

Exposição "800 letras" com trabalhos dos alunos do curso de Artes Visuais
















Sessão de Poesia


Formação INE na Escola Secundária de Seia






Ilustrador João Amaral em conversa com os alunos do curso de Artes Visuais


Poema do mês de março


A um livro

 

No silêncio de cinzas do meu Ser

Agita-se uma sombra de cipreste,

Sombra roubada ao livro que ando a ler,

A esse livro de mágoas que me deste.

           
Estranho livro aquele que escreveste,

Artista da saudade e do sofrer!

Estranho livro aquele em que puseste

Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!

 

Leio-o e folheio, assim, toda a minha’alma

O livro que me deste é meu, e salma

As orações que choro e rio e canto!...

 

Poeta igual a mim, ai quem me dera

Dizer o que tu dizes!... Quem soubera

Velar a minha Dor desse teu manto!...

 

Florbela Espanca

Livro do mês de março


“A obra de Florbela é a expressão poética de um caso humano. Decerto para infelicidade da sua vida terrena, mas glória do seu nome e glória da poesia portuguesa, Florbela vive a fundo esses estados quer de depressão, quer de exaltação, quer de concentração em si mesma, quer der dispersão em tudo, que na sua poesia atingem tão vibrante expressão.

"Mulheres com talento vocabular e métrico para talharem um soneto como quem talha um vestido; ou bordarem imagens como quem borda a missanga; ou (o que é ainda menos agradável) se dilatarem em ondas de verbalismo como quem se espreguiça por nada ter que fazer, que dizer-naturalmente as houve, e há, antes e depois da vida de Florbela. (…) Também decerto, apareceram na nossa poesia autênticas poetisas, antes e depois de Florbela. Nenhuma, porém, até hoje, viveu tão a sério um caso tão excepcional e, ao mesmo tempo, tão significativamente humano. Jorge de Sena dirá tão expressivamente feminino.” (José Régio)
 
 
 
Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894, sendo batizada, com o nome de
Flor Bela Lobo, a 20 de Junho do ano seguinte, como filha de Antónia da Conceição Lobo e de pai incógnito. É em Vila Viçosa que se desenrola a sua infância. Em Outubro de 1899, Florbela começa a frequentar o ensino pré-primário, passando a assinar Flor d'Alma da Conceição Espanca (algumas vezes, opta por Flor, e outras, por Bela). Em Novembro de 1903, aos sete anos de idade, Florbela escreve a sua primeira poesia de que há conhecimento, «A Vida e a Morte», mostrando uma admirável precocidade e anunciando, desde já, a opção por temas que, mais tarde, virá a abordar de forma mais complexa. Ainda no mesmo ano, Florbela começa a escrever uma poesia sem título, o seu primeiro soneto.

Conclui a instrução primária em Junho de 1906, entrando para o atual sexto ano de escolaridade em Outubro do mesmo ano. No ano seguinte, Florbela aponta os primeiros sinais da sua doença, a neurastenia; além disso, escreve o seu primeiro conto, «Mamã!». Em 1908, Antónia Lobo, a mãe de Florbela, morre vítima de neurose, após o que a família se desloca para Évora, para Florbela prosseguir os seus estudos no Liceu André Gouveia, com o chamado Curso Geral do Liceu, cuja sexta classe (próxima do 10º ano atual) completa em 1912. Entretanto, em 1911, começa a namorar com Alberto Moutinho, mas acaba por se afastar deste, em virtude de uma nova paixão por José Marques, futuro diretor da Torre do Tombo. Após romper com este, no ano seguinte, Florbela reata o namoro com Alberto Moutinho e, a 8 de Dezembro, uma vez emancipada, casa com ele, pelo civil, aos 19 anos.
Em 1914, apesar de algumas dificuldades económicas, o casal muda-se para o Redondo, na Serra d'Ossa, onde abre um colégio e leciona. Numa festa do colégio, Florbela recita, pela primeira vez, versos seus em público. É no ano seguinte que Florbela inicia o seu caderno «Trocando Olhares», que completa ao longo de cerca de um ano e meio. Em 1916, a revista «Modas e Bordados» publica o soneto «Crisântemos», cheio de alterações ao original, e Florbela torna-se amiga da diretora e da subdiretora da revista, Júlia Alves, com quem, aliás, inicia correspondência. Alguns meses depois, torna-se colaboradora do jornal «Notícias de Évora», e desiste de um projeto intitulado «Alma de Portugal», um livro de acentuada carga patriótica, e que conteria as partes «Na Paz» e «Na Guerra».
Em 1917, após ter regressado a Évora, Florbela completa o atual 11º ano do Curso Complementar de Letras, com catorze valores; apesar de querer seguir essa área, acaba por se inscrever, em Outubro, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o que a obriga a mudar-se para Lisboa, onde começa a contactar com a vida boémia. Na sequência de um aborto involuntário, em 1919, Florbela tem de se mudar para Quelfes, perto de Olhão, onde apresenta os primeiros sintomas sérios de neurose. Pouco depois, o seu casamento desfaz-se e Florbela decide ir para Lisboa prosseguir o curso, separando-se do marido, e passando a conhecer a rejeição da sociedade. Em Junho de 1919, depois de alguma correspondência trocada com Raul Proença, sai a lume o «Livro de Mágoas»; posteriormente, completa o terceiro ano de Direito. No ano seguinte, inicia «Claustro das Quimeras»; simultaneamente, passa a viver com António Guimarães, em Matosinhos, com quem se casa em 1921, após o primeiro divórcio.
De volta a Lisboa, em 1923, Florbela vê publicado o «Livro de Soror Saudade», mas tem de se mudar rapidamente para Gonça, perto de Guimarães, para se tratar de um novo aborto. Assim, Florbela separa-se do marido, que pede o divórcio, oficializado em 1924; isso leva a que a família de Florbela não lhe fale durante dois anos, o que a abala muito.
Em 1925, depois de se ter mudado para a casa de Mário Lage, em Esmoriz, casa com ele, pelo civil e, depois, pela Igreja. Dois anos depois, enquanto Florbela traduz romances franceses para a Livraria Civilização no Porto (que publica oito trabalhos seus), e prepara «O Dominó Preto», o seu irmão falece, o que a torna uma mulher triste e desiludida e inspira «As Máscaras do Destino». Enquanto a relação com o marido se desgasta progressivamente, a neurose de Florbela agrava-se bastante; é neste período que, possivelmente, se apaixona pelo pianista Luís Maria Cabral, a quem dedica «Chopin» e «Tarde de Música»; talvez por isso, tenta suicidar-se. Em 1929, Florbela passa por Lisboa, onde lhe é recusada a participação no filme «Dança dos Paroxismos», de Jorge Brum do Canto, e segue para Évora, onde, em 1930, começa a escrever o seu «Diário do Último Ano». Passa, então a colaborar nas revistas «Portugal Feminino» e «Civilização», e trava conhecimento com Guido Battelli, que se oferece para publicar «Charneca em Flor». Já em Matosinhos, Florbela revê as provas do livro, depois da segunda tentativa de suicídio, em Outubro ou Novembro, período em que a neurose se torna insuportável e lhe é diagnosticado um edema pulmonar. A 8 de Dezembro, dia do nascimento e do primeiro casamento, Florbela suicida-se, cerca das duas horas, com dois frascos de Veronal.
 
 
 

domingo, 9 de março de 2014

Sessão de Poesia


Filme do mês de março


Realização : Woody Allen

Ator / Atriz

Cate Blanchett, Alec Baldwin, Sally Hawkins;

Género: Drama

Classificação: M/12

Outros dados: USA, 2013, Cores, 98 min.

Casada com um multimilionário nova-iorquino, Jasmine Francis sempre se habituou aos maiores luxos que a vida lhe poderia proporcionar. Porém, quando o marido se apaixona por outra mulher e lhe pede o divórcio, tudo aquilo em que ela sempre acreditou perde sentido. Agora, sem dinheiro e sem nenhum outro lugar para onde ir, muda-se para São Francisco e vai viver para o modesto apartamento de Ginger, a irmã, com quem sempre manteve uma relação distante. É assim que, deprimida e totalmente desenquadrada, Jasmine vai tentando recompor a sua vida, passo a passo. E, ao mesmo tempo que reformula a sua relação com Ginger, vai-se esforçando por encontrar um novo sentido para a sua vida e fazer daquele lugar o seu novo lar.
 
 

Ações de Formação



A BE enfeitou-se para o Carnaval







quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Livro do mês de fevereiro


Duarte e Vasco são ambos advogados e amigos, descendentes de famílias tradicionais portuguesas. Duarte tem tudo para ser um homem de sucesso: uma carreira invejável, uma mulher bonita e muito dinheiro. O seu casamento com Sara personifica a paixão arrebatadora e insaciável. Vasco é um homem simples e só exerce advocacia para poder ajudar quem precisa. É casado com Leonor, uma mulher normal de classe média, e sente por ela um verdadeiro amor, a ponto de ter enfrentado os preconceitos da família para ficarem juntos.

Assista a este verdadeiro jogo de sentimentos.
 
 
 
 


Manuel Arouca nasce em Porto Amélia, Moçambique, a 3 de Janeiro de 1955. Marcado pela sua
infância em África, tem uma adolescência rebelde, o que o faz viajar mais tarde pela Europa e Estados Unidos. Entra na Faculdade de Direito com vinte e cinco anos e é nesse período que escreve Filhos da Costa do Sol, o seu primeiro romance, considerado um dos mais importantes best-sellers dos anos oitenta, e Ricos, Bonitos e Loucos. Desiste da advocacia e dedica-se inteiramente à escrita. Foi autor de argumentos de novelas, nomeadamente Jardins Proibidos, A Jóia de África, Baía de Mulheres, entre outras. Interrompeu, em 2004, a sua atividade como guionista para se dedicar exclusivamente à escrita de Deixei o meu coração em África.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Poema do mês de fevereiro


Há metafísica bastante em não pensar em nada.

O que penso eu do mundo?

Sei lá o que penso do mundo!

Se eu adoecesse pensaria nisso.


Que ideia tenho eu das cousas?

Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?

Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma

E sobre a criação do Mundo?

 
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos

E não pensar. É correr as cortinas

Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

 
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!

O único mistério é haver quem pense no mistério.

Quem está ao sol e fecha os olhos,

Começa a não saber o que é o sol

E a pensar muitas cousas cheias de calor.

Mas abre os olhos e vê o sol,

E já não pode pensar em nada,

Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos

De todos os filósofos e de todos os poetas.

A luz do sol não sabe o que faz

E por isso não erra e é comum e boa.


Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?

A de serem verdes e copadas e de terem ramos

E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,

A nós, que não sabemos dar por elas.

Mas que melhor metafísica que a delas,

Que é a de não saber para que vivem

Nem saber que o não sabem?


"Constituição íntima das cousas"...

"Sentido íntimo do Universo"...

Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.

É incrível que se possa pensar em cousas dessas.

É como pensar em razões e fins

Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores

Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.


Pensar no sentido íntimo das cousas

É acrescentado, como pensar na saúde

Ou levar um copo à água das fontes.


O único sentido íntimo das cousas

É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Não acredito em Deus porque nunca o vi.

Se ele quisesse que eu acreditasse nele,

Sem dúvida que viria falar comigo

E entraria pela minha porta dentro

Dizendo-me, Aqui estou!

 
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos

De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,

Não compreende quem fala delas

Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)


Mas se Deus é as flores e as árvores

E os montes e sol e o luar,

Então acredito nele,

Então acredito nele a toda a hora,

E a minha vida é toda uma oração e uma missa,

E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.


Mas se Deus é as árvores e as flores

E os montes e o luar e o sol,

Para que lhe chamo eu Deus?

Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;

Porque, se ele se fez, para eu o ver,

Sol e luar e flores e árvores e montes,

Se ele me aparece como sendo árvores e montes

E luar e sol e flores,

É que ele quer que eu o conheça

Como árvores e montes e flores e luar e sol.


E por isso eu obedeço-lhe,

(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).

Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,

Como quem abre os olhos e vê,

E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,

E amo-o sem pensar nele,

E penso-o vendo e ouvindo,

E ando com ele a toda a hora.

 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema V"

Semana da Leitura 2014


Entre 17 e 21 de março de 2014, realiza-se a 8ª edição da Semana da Leitura, centrada no tema Língua Portuguesa, que celebra os 800 anos do conhecimento dos seus textos mais antigos.
Nesta semana, sugere-se às escolas que participem no Concurso Ler é uma Festa! e cruzem as iniciativas ligadas à escrita, à leitura e à fala em língua Portuguesa com outros projetos,  mobilizando diversos saberes na abordagem de temáticas transversais: Ciência, Comunicação, Arte, Cultura, Globalização, Saúde...
Neste sentido, convidam-se as escolas, ao longo do mês de março, a aliarem a Semana da Leitura ao Programa SOBE e às comemorações do Dia Mundial da Saúde Oral, bem como a outras efemérides: Dia Mundial do Teatro, Dia Mundial da Poesia, ...
Junta-te à festa. Festeja a leitura e a língua Portuguesa!