quinta-feira, 12 de junho de 2014
Apresentação da história "O sonho do ursinho rosa" no JI de Pinhanços
O sonho do ursinho rosa on PhotoPeach
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Poema do mês de junho
Paisagem

Passavam
pelo ar aves repentinas,
O
cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao
longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam
na areia as suas crinas.
Era o
céu azul, o campo verde, a terra escura,
Era a
carne das árvores elástica e dura,
Eram
as gotas de sangue da resina
E as
folhas em que a luz se descombina.
Eram
os caminhos num ir lento,
Eram
as mãos profundas do vento
Era o
livre e luminoso chamamento
Da
asa dos espaços fugitiva.
Eram
os pinheirais onde o céu poisa,
Era o
peso e era a cor de cada coisa,
A sua
quietude, secretamente viva,
E a
sua exalação afirmativa.
Era a
verdade e a força do mar largo,
Cuja
voz, quando se quebra, sobe,
Era o
regresso sem fim e a claridade
Das
praias onde a direito o vento corre.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro do mês de junho
Capri:
uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…
Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expetativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…
Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expetativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.
É um
livro delicioso. A leitura ideal para as férias.
A
história é sobre uma mãe que abandona as suas filhas e nunca mais as volta a ver,
apesar de continuar a acompanhar a sua vida. As filhas também sabem onde a mãe
se encontra, mas não havia qualquer diálogo, nem se correspondiam.
A
filha mais velha, com 17 anos, aproveita as férias de verão e parte com o apoio
da sua irmã mais nova e da sua avó materna, numa viagem ao encontro da sua mãe
com o objetivo de compreender os motivos da sua fuga, de todos aqueles anos de
silêncio, e com a esperança de a convencer a voltar, pois com a morte do Pai,
estas irmãs sentiam mais do que nunca a falta da mãe, principalmente a irmã
mais nova, que até tinha pesadelos e muitas dificuldades em dormir.
A
filha, na ilha, descobre as verdadeiras razões que levaram a sua mãe a partir… E
tudo pode acontecer e acontece… Uma linda história de amor, perdão, solidão,
compreensão entre filhas e mãe.
Além
do amor de filhos e pais, também encontramos verdadeiras relações de amor entre
o ser humano. Um livro recheado de sentimentos e muito amor.
Luanne
Rice é autora de mais de duas dezenas de livros, marcando regularmente presença
na lista
dos mais vendidos do New York Times, Washington Post e USA Today. A
sua escrita, descrita pelo New York Times Book Review como uma «rara combinação
de realismo e romance», fascina milhões de leitores em todo o mundo. A autora
está publicada em 25 países, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos. Em
Portugal, já foram editados A minha
Verdade É o Amor, Espero por ti este
Inverno, O Último Beijo e Tua para Sempre, em colaboração com
Joseph Monninger.
Rice
nasceu a 25 de Setembro de 1955, no Connecticut, e vive entre Nova Iorque e Old
Lyme, na casa onde costumava passar os Verões quando era criança.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
Poema do mês de maio
Chamar a Si Todo o Céu com um Sorriso
que o meu coração esteja sempre aberto
às pequenas
aves que são os segredos da vida
o que quer que cantem é melhor do que
conhecer
e se os homens não as ouvem estão velhos
que o meu pensamento caminhe pelo
faminto
e destemido e sedento e servil
e mesmo que seja domingo que eu me
engane
pois sempre que os homens têm razão não
são jovens
e que eu não faça nada de útil
e te ame muito mais do que
verdadeiramente
nunca houve ninguém tão louco que não
conseguisse
chamar a si todo o céu com um sorriso
e.e.cummings,
in “livrodepoemas”
Tradução de
Cecília Rego Pinheiro
Livro do mês de maio
Lisboa, 1 de novembro de 1755. A manhã nasce
calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, a irmã Margarida, uma
jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na
sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha
com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes de a
missa começar, um rapaz zanga-se com a mãe porque quer voltar a casa para ir buscar
a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na
presença do rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa
luta feroz com um gangue de desertores espanhóis. De repente, às nove e meia da
manhã, a cidade começa a tremer.
Com uma violência nunca vista, a terra
esventra-se, as casas caem, os tetos das igrejas abatem, e o caos gera-se,
matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o Terreiro do
Paço, e durante vários dias incêndios colossais vão aterrorizar a capital do
reino.
Domingos Freitas do Amaral é diretor da
revista GQ, e cronista dos jornais Correio da Manhã e
Record. Formado em economia, e com Mestrado em Relações Internacionais na Universidade de Columbia em Nova Iorque, iniciou a sua carreira jornalística n’O Independente, tendo depois sido diretor da revista Maxmen. Como cronista, escreveu para o Diário de Notícias, Grande Reportagem e Diário Económico.
Record. Formado em economia, e com Mestrado em Relações Internacionais na Universidade de Columbia em Nova Iorque, iniciou a sua carreira jornalística n’O Independente, tendo depois sido diretor da revista Maxmen. Como cronista, escreveu para o Diário de Notícias, Grande Reportagem e Diário Económico.
Tem um blog, O Diário de Domingos Amaral,
onde escreve todos os dias. É também professor na Universidade Católica, no
curso de Economia e Gestão.
Publicou pela Casa das Letras: Amor à Primeira Vista, O Fanático do Sushi, Os Cavaleiros de São João Baptista, Enquanto Salazar Dormia, Verão Quente, Já Ninguém Morre de Amor, Quando
Lisboa Tremeu, O retrato da mãe de
Hitler e Um casamento de sonho.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
Filme do mês de maio
Argumento: Lionel Baier
Ator / Atriz: Francisco Belard, Michel Vuillermoz, Patrick
Lapp, Valérie Donzelli
Género: Comédia
Classificação: M/12
Outros dados: Portugal/França/Suíça , 2013, Cores, 95 min.
Sinopse: Portugal, Abril de 1974.
Dois jornalistas da Rádio Suíça são enviados a Portugal para fazer uma
reportagem sobre a ajuda suíça ao nosso país. À equipa junta-se um técnico de
som, com a sua carrinha VW pão de forma, e um jovem português contratado para
servir de intérprete. Tudo lhes corre mal e quase dão a reportagem como
perdida, quando são apanhados de surpresa pela Revolução dos Cravos… No sítio
certo e no momento certo, eles têm a oportunidade única de captar em direto e
ao vivo o espírito da revolução.
Não será, decerto, o melhor filme
sobe o 25 de Abril. Mas, porque não vê-lo? Claro que, especialmente os mais
novos, deverão ver ou rever “Os Capitães de Abril” de Maria Medeiros ou os
documentários sobre essa data histórica antes de ir ao cinema assistir a esta
comédia, com produção tripartida: Portugal, França e Suíça.
Acima de tudo: VÃO AO CINEMA!!!
AS ONDAS DE ABRIL trailer from Midas Filmes on Vimeo.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Domingos Amaral na BE
Domingos Amaral on PhotoPeach
Domingos Amaral 2 on PhotoPeach
Domingos Amaral 3 on PhotoPeach
Domingos Amaral 4 on PhotoPeach
Domingos Amaral 2 on PhotoPeach
Domingos Amaral 3 on PhotoPeach
Domingos Amaral 4 on PhotoPeach
sábado, 3 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Poema do mês de abril
E Depois do Adeus
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
José Nisa
Nota: Esta canção serviu de senha de início da revolução de
25 de Abril de 1974
Livro do mês de abril
Retrato a sépia é um romance histórico, cuja ação decorre no
Chile, em finais de século XIX. Trata-se de uma saga familiar, onde
reencontramos algumas das personagens de
A casa dos espíritos e Filha da fortuna, romances, que se constituíram como
pilares na construção da vastíssima obra de Isabel Allende.
A personagem principal, Aurora del Valle, sofre um trauma brutal que determina o seu carácter e apaga da sua mente os primeiros cinco anos de vida. Criada pela sua ambiciosa avó, Paulina del Valle, Aurora cresce num ambiente privilegiado, livre das limitações que oprimem as mulheres da sua época, mas atormentada por pesadelos horríveis. Quando se vê na iminência de enfrentar a traição do homem que ama, bem como a solidão, Aurora decide explorar o seu passado, envolto em mistérios.
Em o Retrato a sépia, Isabel Allende eleva a narrativa ao auge da perfeição literária e, simultaneamente, confere-lhe uma dimensão humana extraordinária.
A personagem principal, Aurora del Valle, sofre um trauma brutal que determina o seu carácter e apaga da sua mente os primeiros cinco anos de vida. Criada pela sua ambiciosa avó, Paulina del Valle, Aurora cresce num ambiente privilegiado, livre das limitações que oprimem as mulheres da sua época, mas atormentada por pesadelos horríveis. Quando se vê na iminência de enfrentar a traição do homem que ama, bem como a solidão, Aurora decide explorar o seu passado, envolto em mistérios.
Em o Retrato a sépia, Isabel Allende eleva a narrativa ao auge da perfeição literária e, simultaneamente, confere-lhe uma dimensão humana extraordinária.
Isabel Allende nasceu em 1942, no Peru. Viveu no Chile entre
1945 e 1975, com largos períodos de
residência noutros locais, nomeadamente na Venezuela até 1988. Desde então reside nos Estados Unidos da América, Califórnia.
residência noutros locais, nomeadamente na Venezuela até 1988. Desde então reside nos Estados Unidos da América, Califórnia.
Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos
da literatura latino-americana, e adaptado ao cinema, tornou-se um êxito de
bilheteira.
Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua
obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Foi galardoada com o Prémio
Nacional de Literatura do Chile.
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