quarta-feira, 17 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Filme do mês de setembro
Num
mundo tão cheio de incertezas, poucas coisas são tão fidedignas quanto o
Serviço Secreto Britânico, conhecido mundialmente pelo nível profissional dos
seus agentes, pela tecnologia de última geração utilizada nos seus armamentos e
pela sua rede de inteligência. Quando um plano inimaginável para roubar as
adoradas Joias da Coroa chega ao conhecimento dos chefes do Serviço Secreto
Britânico, rapidamente eles designam para o caso o melhor homem da organização,
o Agente Número 1 — que, rapidamente, também, vai parar a seis palmos abaixo da
terra.
Infelizmente,
todos os outros agentes disponíveis do nível do Número 1 logo se unem a ele no
Além. Quem poderia estar por trás de um plano tão diabólico? A mesma mente
perturbada que armou o roubo das Joias da Coroa? Agora há apenas um homem que
pode proteger o seu país, vingar o extermínio de todos os espiões do Serviço
Secreto e descobrir o vilão por trás do plano demoníaco de sumir com os
símbolos do império britânico, as Joias da Coroa: Johnny English! Ele recebe um
automóvel totalmente equipado, armas e aparelhos com a mais nova tecnologia e
acesso aos arquivos da agência. Todas as esperanças da Inglaterra estão
centradas nele. Ele não conhece o medo. Ele não conhece o perigo… Ele não
conhece nada!
Ele
não é o melhor que eles têm, mas é o único que sobrou.
Poema do mês de setembro
REGRESSO
Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah! Minha serra, minha dura infância!
Como os rijos carvalhos me acenaram.
Mal eu surgi, cansado, na distância.
Cantava cada fonte à sua porta:
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.
Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.
Regresso às fragas de onde me roubaram.Ah! Minha serra, minha dura infância!
Como os rijos carvalhos me acenaram.
Mal eu surgi, cansado, na distância.
Cantava cada fonte à sua porta:
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.
Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.
Miguel Torga
Livro do mês de setembro
No
bestseller Marley & Eu, John
Grogan mostrou como um cão pode tornar-se um elemento fundamental na vida de
uma família. Agora, Grogan conta-nos a sua história. Antes de ter aparecido
Marley, houve um miúdo endiabrado que cresceu num devoto lar católico, nos
arredores de Detroit, durante os anos 60 e 70. As tentativas de John para
cumprir as expetativas dos pais falharam redondamente. Fosse pela sua
desastrosa primeira confissão, fosse por usar o telescópio para espiar os
banhos de sol da Sr.ª Selahowski, fosse pelas goladas de vinho sacramental às
escondidas ou pelas tentativas desastradas de cultivar marijuana, John começou
a perceber que a fé dos seus pais lhe passava ao lado.
Até
que um dia entrou na sua vida uma jovem decidida, Jenny. À medida que crescia o
amor entre ambos, John iniciou a penosa, divertida e comovente caminhada para a
vida adulta, para longe da órbita dos pais, para uma vida que fosse sua. Seria
necessário um nefasto telefonema e a investida da doença para que iniciasse a
última etapa do percurso - o regresso a casa. O Regresso a Casa é um livro incontornável para qualquer filho que
tenha tentado construir uma identidade em conflito com a dos pais, e também
para todos os pais que lutaram por conseguir entender os valores dos filhos. É
um livro sobre a mortalidade e a compaixão, o espírito e a fé, e o poderoso
amor da família. Com a característica mistura de humor e emoção que fez milhões
de pessoas adorar Marley & Eu,
John Grogan traça a viagem que cada um de nós tem de empreender para encontrar
o seu lugar único no mundo.
John Grogan nasceu em Detroit, em 1957. Tem trabalhado como repórter, chefe de redação
e
colunista, em vários jornais americanos. Recebeu o prémio de Jornalismo do
National Press Club.
Vive atualmente num monte da Pensilvânia, com
a mulher, Jenny, os três filhos e uma cadela labrador - a Gracie - que os
vizinhos e amigos consideram «surpreendentemente calma».
domingo, 27 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Banco de livros
À semelhança dos anos anteriores, promovemos a reutilização de livros escolares, ajudando assim os estudantes mais necessitados e facilitando a troca de livros escolares de forma gratuita.
O banco de livros, criado na Biblioteca Municipal ...de Seia, funciona para livros escolares até ao 12º ano.
Para entregar os livros escolares que já não necessita, e que estejam em bom estado, basta dirigir-se à B.M. de Seia nos meses de Junho a Setembro.
O banco de livros, criado na Biblioteca Municipal ...de Seia, funciona para livros escolares até ao 12º ano.
Para entregar os livros escolares que já não necessita, e que estejam em bom estado, basta dirigir-se à B.M. de Seia nos meses de Junho a Setembro.
terça-feira, 8 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
Poema do mês de julho
As pessoas sensíveis
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazesDe comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."
Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
Sophia de Mello Breyner Andresen
(Livro sexto)
(Livro sexto)
Livro do mês de julho
A
juventude é cheia de ignorância, de sonhos, de loucuras, e qualquer suspiro ou
brisa a perturba. É cheia de paixões perigosas e de ilusões arrogantes. Estas
são palavras do tutor da Vanina, a jovem veneziana que se alimenta dos próprios
sonhos até ser despertada…
O Colar é uma peça de teatro que tem como
cenário a cidade de Veneza e apresenta a história da jovem Vanina, que se
apaixona por Pietro, um fidalgo arruinado que ganha a vida a (en)cantar pelos
canais da cidade.
Sophia
de Mello Breyner nasceu a 6 de novembro 1919, no Porto, onde passa a infância.
Entre
1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os
primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia.
Casada
com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos.
Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de
Abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora
de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também
contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes,
Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Recebeu
entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio
Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português
venceu este prestigiado galardão, que, para além do valor pecuniário, significa
ainda a edição de uma antologia bilingue (português-castelhano), o que levará a
autora a um vastíssimo público que cobre os países latino-americanos.
Com
uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos
antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os
seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está
traduzida em várias línguas.
Sophia
de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Apresentação da história "O sonho do ursinho rosa" no JI de Pinhanços
O sonho do ursinho rosa on PhotoPeach
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Poema do mês de junho
Paisagem

Passavam
pelo ar aves repentinas,
O
cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao
longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam
na areia as suas crinas.
Era o
céu azul, o campo verde, a terra escura,
Era a
carne das árvores elástica e dura,
Eram
as gotas de sangue da resina
E as
folhas em que a luz se descombina.
Eram
os caminhos num ir lento,
Eram
as mãos profundas do vento
Era o
livre e luminoso chamamento
Da
asa dos espaços fugitiva.
Eram
os pinheirais onde o céu poisa,
Era o
peso e era a cor de cada coisa,
A sua
quietude, secretamente viva,
E a
sua exalação afirmativa.
Era a
verdade e a força do mar largo,
Cuja
voz, quando se quebra, sobe,
Era o
regresso sem fim e a claridade
Das
praias onde a direito o vento corre.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro do mês de junho
Capri:
uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…
Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expetativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…
Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expetativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.
É um
livro delicioso. A leitura ideal para as férias.
A
história é sobre uma mãe que abandona as suas filhas e nunca mais as volta a ver,
apesar de continuar a acompanhar a sua vida. As filhas também sabem onde a mãe
se encontra, mas não havia qualquer diálogo, nem se correspondiam.
A
filha mais velha, com 17 anos, aproveita as férias de verão e parte com o apoio
da sua irmã mais nova e da sua avó materna, numa viagem ao encontro da sua mãe
com o objetivo de compreender os motivos da sua fuga, de todos aqueles anos de
silêncio, e com a esperança de a convencer a voltar, pois com a morte do Pai,
estas irmãs sentiam mais do que nunca a falta da mãe, principalmente a irmã
mais nova, que até tinha pesadelos e muitas dificuldades em dormir.
A
filha, na ilha, descobre as verdadeiras razões que levaram a sua mãe a partir… E
tudo pode acontecer e acontece… Uma linda história de amor, perdão, solidão,
compreensão entre filhas e mãe.
Além
do amor de filhos e pais, também encontramos verdadeiras relações de amor entre
o ser humano. Um livro recheado de sentimentos e muito amor.
Luanne
Rice é autora de mais de duas dezenas de livros, marcando regularmente presença
na lista
dos mais vendidos do New York Times, Washington Post e USA Today. A
sua escrita, descrita pelo New York Times Book Review como uma «rara combinação
de realismo e romance», fascina milhões de leitores em todo o mundo. A autora
está publicada em 25 países, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos. Em
Portugal, já foram editados A minha
Verdade É o Amor, Espero por ti este
Inverno, O Último Beijo e Tua para Sempre, em colaboração com
Joseph Monninger.
Rice
nasceu a 25 de Setembro de 1955, no Connecticut, e vive entre Nova Iorque e Old
Lyme, na casa onde costumava passar os Verões quando era criança.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
Poema do mês de maio
Chamar a Si Todo o Céu com um Sorriso
que o meu coração esteja sempre aberto
às pequenas
aves que são os segredos da vida
o que quer que cantem é melhor do que
conhecer
e se os homens não as ouvem estão velhos
que o meu pensamento caminhe pelo
faminto
e destemido e sedento e servil
e mesmo que seja domingo que eu me
engane
pois sempre que os homens têm razão não
são jovens
e que eu não faça nada de útil
e te ame muito mais do que
verdadeiramente
nunca houve ninguém tão louco que não
conseguisse
chamar a si todo o céu com um sorriso
e.e.cummings,
in “livrodepoemas”
Tradução de
Cecília Rego Pinheiro
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