segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Apresentação da Obra "Para Sempre Carcóvia" - Casa Municipal da Cultura de Seia

 
 


A história consiste numa viagem pela realidade atual e passada, da Ucrânia rural e citadina, tendo como palco principal, a cidade ucraniana de Carcóvia. São retratados vários episódios do quotidiano do Leste, havendo referências a outras cidades europeias, como Iasi, Berlim, ou Paris, e a acontecimentos da segunda guerra mundial. Obra publicada em Dezembro de 2013 é muito provavelmente o último romance saído de uma Ucrânia ainda unida. 
 
João Carlos Máximo nasceu em 1988, na localidade de Unhais da Serra, concelho da Covilhã.
Foi músico de Saxofone Alto e atleta federado. João Carlos Máximo é licenciado em Ciências Biomédicas, pela Universidade do Algarve, desde 2009. Em 2012, foi finalista da iniciativa “O meu movimento – Não tenho que emigrar para me formar”, concurso promovido pelo Governo de Portugal.
Nestes últimos anos passou por vários países dos continentes Europeu, Africano e Asiático.
Hoje em dia, frequenta o curso de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior, e é colaborador do Jornal “Correio de Unhais”, sendo o autor de uma crónica mensal, intitulada “O Mundo”.
 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Filme do mês de setembro


Num mundo tão cheio de incertezas, poucas coisas são tão fidedignas quanto o Serviço Secreto Britânico, conhecido mundialmente pelo nível profissional dos seus agentes, pela tecnologia de última geração utilizada nos seus armamentos e pela sua rede de inteligência. Quando um plano inimaginável para roubar as adoradas Joias da Coroa chega ao conhecimento dos chefes do Serviço Secreto Britânico, rapidamente eles designam para o caso o melhor homem da organização, o Agente Número 1 — que, rapidamente, também, vai parar a seis palmos abaixo da terra.

Infelizmente, todos os outros agentes disponíveis do nível do Número 1 logo se unem a ele no Além. Quem poderia estar por trás de um plano tão diabólico? A mesma mente perturbada que armou o roubo das Joias da Coroa? Agora há apenas um homem que pode proteger o seu país, vingar o extermínio de todos os espiões do Serviço Secreto e descobrir o vilão por trás do plano demoníaco de sumir com os símbolos do império britânico, as Joias da Coroa: Johnny English! Ele recebe um automóvel totalmente equipado, armas e aparelhos com a mais nova tecnologia e acesso aos arquivos da agência. Todas as esperanças da Inglaterra estão centradas nele. Ele não conhece o medo. Ele não conhece o perigo… Ele não conhece nada!

Ele não é o melhor que eles têm, mas é o único que sobrou.

Poema do mês de setembro

REGRESSO

Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah! Minha serra, minha dura infância!
Como os rijos carvalhos me acenaram.
Mal eu surgi, cansado, na distância.

Cantava cada fonte à sua porta:
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.

Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.

Miguel Torga

Livro do mês de setembro


No bestseller Marley & Eu, John Grogan mostrou como um cão pode tornar-se um elemento fundamental na vida de uma família. Agora, Grogan conta-nos a sua história. Antes de ter aparecido Marley, houve um miúdo endiabrado que cresceu num devoto lar católico, nos arredores de Detroit, durante os anos 60 e 70. As tentativas de John para cumprir as expetativas dos pais falharam redondamente. Fosse pela sua desastrosa primeira confissão, fosse por usar o telescópio para espiar os banhos de sol da Sr.ª Selahowski, fosse pelas goladas de vinho sacramental às escondidas ou pelas tentativas desastradas de cultivar marijuana, John começou a perceber que a fé dos seus pais lhe passava ao lado.

Até que um dia entrou na sua vida uma jovem decidida, Jenny. À medida que crescia o amor entre ambos, John iniciou a penosa, divertida e comovente caminhada para a vida adulta, para longe da órbita dos pais, para uma vida que fosse sua. Seria necessário um nefasto telefonema e a investida da doença para que iniciasse a última etapa do percurso - o regresso a casa. O Regresso a Casa é um livro incontornável para qualquer filho que tenha tentado construir uma identidade em conflito com a dos pais, e também para todos os pais que lutaram por conseguir entender os valores dos filhos. É um livro sobre a mortalidade e a compaixão, o espírito e a fé, e o poderoso amor da família. Com a característica mistura de humor e emoção que fez milhões de pessoas adorar Marley & Eu, John Grogan traça a viagem que cada um de nós tem de empreender para encontrar o seu lugar único no mundo.

John Grogan nasceu em Detroit, em 1957. Tem trabalhado como repórter, chefe de redação e
colunista, em vários jornais americanos. Recebeu o prémio de Jornalismo do National Press Club.
Vive atualmente num monte da Pensilvânia, com a mulher, Jenny, os três filhos e uma cadela labrador - a Gracie - que os vizinhos e amigos consideram «surpreendentemente calma».

 
 
 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Banco de livros

À semelhança dos anos anteriores, promovemos a reutilização de livros escolares, ajudando assim os estudantes mais necessitados e facilitando a troca de livros escolares de forma gratuita.
O banco de livros, criado na Biblioteca Municipal ...de Seia, funciona para livros escolares até ao 12º ano.
Para entregar os livros escolares que já não necessita, e que estejam em bom estado, basta dirigir-se à B.M. de Seia nos meses de Junho a Setembro.
 


terça-feira, 1 de julho de 2014

Poema do mês de julho

As pessoas sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."

Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.

Sophia de Mello Breyner Andresen
(Livro sexto)

Livro do mês de julho


A juventude é cheia de ignorância, de sonhos, de loucuras, e qualquer suspiro ou brisa a perturba. É cheia de paixões perigosas e de ilusões arrogantes. Estas são palavras do tutor da Vanina, a jovem veneziana que se alimenta dos próprios sonhos até ser despertada…

O Colar é uma peça de teatro que tem como cenário a cidade de Veneza e apresenta a história da jovem Vanina, que se apaixona por Pietro, um fidalgo arruinado que ganha a vida a (en)cantar pelos canais da cidade.




Sophia de Mello Breyner nasceu a 6 de novembro 1919, no Porto, onde passa a infância.

Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia.

Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de Abril, deputada à Assembleia Constituinte.

Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.

Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão, que, para além do valor pecuniário, significa ainda a edição de uma antologia bilingue (português-castelhano), o que levará a autora a um vastíssimo público que cobre os países latino-americanos.

Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas.

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.

Novidades de julho

 


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Poema do mês de junho


Paisagem

 

Passavam pelo ar aves repentinas,

O cheiro da terra era fundo e amargo,

E ao longe as cavalgadas do mar largo

Sacudiam na areia as suas crinas.

 

Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,

Era a carne das árvores elástica e dura,

Eram as gotas de sangue da resina

E as folhas em que a luz se descombina.

 

Eram os caminhos num ir lento,

Eram as mãos profundas do vento

Era o livre e luminoso chamamento

Da asa dos espaços fugitiva.

 

Eram os pinheirais onde o céu poisa,

Era o peso e era a cor de cada coisa,

A sua quietude, secretamente viva,

E a sua exalação afirmativa.

 

Era a verdade e a força do mar largo,

Cuja voz, quando se quebra, sobe,

Era o regresso sem fim e a claridade

Das praias onde a direito o vento corre.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Livro do mês de junho


Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…
Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expetativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.

É um livro delicioso. A leitura ideal para as férias.

A história é sobre uma mãe que abandona as suas filhas e nunca mais as volta a ver, apesar de continuar a acompanhar a sua vida. As filhas também sabem onde a mãe se encontra, mas não havia qualquer diálogo, nem se correspondiam.

A filha mais velha, com 17 anos, aproveita as férias de verão e parte com o apoio da sua irmã mais nova e da sua avó materna, numa viagem ao encontro da sua mãe com o objetivo de compreender os motivos da sua fuga, de todos aqueles anos de silêncio, e com a esperança de a convencer a voltar, pois com a morte do Pai, estas irmãs sentiam mais do que nunca a falta da mãe, principalmente a irmã mais nova, que até tinha pesadelos e muitas dificuldades em dormir.

A filha, na ilha, descobre as verdadeiras razões que levaram a sua mãe a partir… E tudo pode acontecer e acontece… Uma linda história de amor, perdão, solidão, compreensão entre filhas e mãe.

Além do amor de filhos e pais, também encontramos verdadeiras relações de amor entre o ser humano. Um livro recheado de sentimentos e muito amor.
 
 
Luanne Rice é autora de mais de duas dezenas de livros, marcando regularmente presença na lista
dos mais vendidos do New York Times, Washington Post e USA Today. A sua escrita, descrita pelo New York Times Book Review como uma «rara combinação de realismo e romance», fascina milhões de leitores em todo o mundo. A autora está publicada em 25 países, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos. Em Portugal, já foram editados A minha Verdade É o Amor, Espero por ti este Inverno, O Último Beijo e Tua para Sempre, em colaboração com Joseph Monninger.

Rice nasceu a 25 de Setembro de 1955, no Connecticut, e vive entre Nova Iorque e Old Lyme, na casa onde costumava passar os Verões quando era criança.