domingo, 7 de dezembro de 2014

Livro do mês de dezembro


John Corey, ex-detetive de Homicídios da Polícia de Nova Iorque e agente especial da Brigada Antiterrorista, está de volta. Infelizmente para Corey, Asad Khalil, o terrorista líbio conhecido como Leão, também.

 Da última vez que Khalil rumou aos Estados Unidos, foi apenas para provocar o ato de terrorismo mais horrendo que alguma vez ocorreu em solo americano. Enquanto Corey e a sua parceira, a agente Kate Mayfield, o perseguiam pelo país, Khalil eliminou metodicamente as suas vítimas, uma por uma, e a seguir desapareceu sem deixar rasto.

 O Leão é uma máquina assassina novamente à solta, em missão de vingança, e John Corey não vai conseguir pará-lo a menos que consiga encontrar e matar Khalil.

 

Nelson Richard DeMille (23/08/1943) nasceu em Nova Iorque, e cresceu em Long Island, onde
atualmente vive com a mulher e dois filhos. Estudou três anos na Hofstra University, alistando-se depois no exército americano, onde chegou a primeiro-tenente, tendo sido condecorado com a Air Medal, Bronze Star, e the Vietnamese Cross of Gallantry. Regressou à Universidade de Hofstra, nos Estados Unidos, obtendo o diploma em ciência política e história e o doutoramento em Letras Humanas. Doutorou-se igualmente em Literatura na Long Island University. Escreve short stories, críticas literárias e artigos para revistas e jornais. Tem publicados 12 livros, sendo O Crepúsculo Fatal, o primeiro a ser editado em Portugal.

Poema do mês de dezembro


Guerra


Tanto é o sangue

 que os rios desistem de seu ritmo,

 e o oceano delira

 e rejeita as espumas vermelhas.

 
 Tanto é o sangue

 que até a lua se levanta horrível,

 e erra nos lugares serenos,

 sonâmbula de auréolas rubras,

 com o fogo do inferno em suas madeixas.


 Tanta é a morte

 que nem os rostos se conhecem, lado a lado,

 e os pedaços de corpo estão por ali como tábuas sem uso.

 
 Oh, os dedos com alianças perdidos na lama...

 Os olhos que já não pestanejam com a poeira...

 As bocas de recados perdidos...

 O coração dado aos vermes, dentro dos densos uniformes...

 

 Tanta é a morte

 que só as almas formariam colunas,

 as almas desprendidas... — e alcançariam as estrelas.

 
 E as máquinas de entranhas abertas,

 e os cadáveres ainda armados,

 e a terra com suas flores ardendo,

 e os rios espavoridos como tigres, com suas máculas,

 e este mar desvairado de incêndios e náufragos,

 e a lua alucinada de seu testemunho,

 e nós e vós, imunes,

 chorando, apenas, sobre fotografias,

— tudo é um natural armar e desarmar de andaimes

 entre tempos vagarosos,

 sonhando arquiteturas.

 

Cecília Meireles, in 'Mar Absoluto'

Feira do Livro














quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Filme do mês de novembro: "O discurso do rei"



Após a morte de seu pai, o Rei George V, e da escandalosa abdicação do Rei Eduardo VIII, Bertie, que toda a sua vida sofreu de um debilitante problema de fala, é coroado Rei George VI de Inglaterra. Com o país à beira de uma guerra e a necessitar desesperadamente de um líder, a sua mulher, Elizabeth, futura Rainha-mãe, encaminha o marido para um excêntrico terapeuta da fala, Lionel Logue. Depois de um começo difícil, os dois homens iniciam uma terapia pouco ortodoxa e acabam por formar um vínculo inquebrável. Com a ajuda da sua família, do seu governo e de Winston Churchill, o Rei vai superar a gaguez e tornar-se numa inspiração para o povo.