quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Concurso Nacional de Leitura

Resultados do Concurso Nacional de Leitura


1ª Fase – Nível de Escola

Classificação
Nome
Ano
Turma
Benedita Marques Dias
10º
D
Joana Gabriela Martins
10º
D
Bárbara Branquinho
10º
D
Manuel de Camelo Correia
10º
D
Ana Beatriz Neves Mendes
10º
D








Os três primeiros classificados irão representar a Escola Secundária de Seia na fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura, em local e data a definir. 






terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Poema do mês de janeiro

Ode à Paz


Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos atos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exatidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
                               deixa passar a Vida!


Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

Livro do mês de janeiro: "Ínclita Geração"

Era feita de luzes e de sombras. O pintor flamengo Van Eyck havia entendido a sua essência como ninguém e pintado as linhas do seu rosto e o seu carácter, em dois quadros distintos, para mostrar ao noivo Filipe III, duque da Borgonha. Um feito de luzes, outro feito de sombras. Isabel, tal como a sua mãe, D. Filipa de Lencastre, casava tarde. E a ideia de deixar Portugal, o pai envelhecido, os cinco irmãos em constante desacordo, e Lopo, irmão de leite e melhor amigo, para partir para um país longínquo e gelado atormentava-lhe o coração. Era a terceira mulher de Filipe, já duas vezes viúvo, esperava vir a dar-lhe o herdeiro legítimo de que Borgonha tanto precisava. A sua fama de mulherengo atravessava fronteiras… Mas Isabel sabia que nascera para cumprir um destino, ser a Estrela do Norte, que firme no céu indica o caminho. Saberia mudá-lo, torná-lo num homem diferente, acreditava Isabel. Na manga levava um trunfo que apenas partilhava com o seu irmão Henrique e com o seu fiel Lopo, na esperança de se tornar senão amada, pelo menos indispensável. Mas ao longo da sua vida, as sombras foram ganhando terreno e os acontecimentos precipitaram-se numa espiral que Isabel não conseguia travar e de que apenas o seu filho a podia salvar. Este romance traz-nos a surpreendente história de Isabel de Borgonha, a única mulher da chamada Ínclita Geração, cantada por Luís de Camões, n´ “Os Lusíadas”.
A Ínclita Geração é a geração perfeita, os filhos de Avis, de D. Filipa de Lencastre e D. João I, que marcaram, cada um à sua maneira, a História de Portugal. Dela fazem parte D. Duarte, rei de Portugal, o infante D. Henrique, O Navegador, impulsionador dos Descobrimentos, D. Fernando, morto no cativeiro em Fez à mão dos mouros, D. João, condestável do Reino, D. Pedro, duque de Coimbra, regente do reino, morto na batalha de Alfarrobeira, e Isabel de Borgonha, a infanta que levou Portugal ao mundo. É através dos olhos da infanta que olhamos para Portugal e para cada um dos seus irmãos.

Um romance empolgante que acompanha a vida desta mulher do século XV, que assumiu com inteligência e determinação o seu papel no governo de Borgonha urdindo alianças com França e Inglaterra, que procurou salvar Joana d' Arc da morte, abriu os braços aos sobrinhos fugidos de Portugal, num período de tumultos e divisões. Foi aliada das descobertas do infante D. Henrique, assistindo impotente à morte do seu querido irmão D. Fernando às mãos dos infiéis… Uma mulher que nunca esqueceu que era filha de Filipa de Lencastre e princesa de Portugal.

Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Desde o Diário de Notícias, onde começou aos 21 anos, que contribui de forma essencial para o jornalismo português. Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projetos. Paralelamente escreveu vários livros de ficção, contos e histórias para crianças, mas a sua grande paixão por romances históricos revelou-se em 2007, com o bestseller "Filipa de Lencastre", a que se seguiram "Catarina de Bragança" e "D. Amélia", com crescente sucesso. Em abril de 2012, foi a vez de "D. Maria II", que vendeu mais de 45 mil exemplares, e mereceu uma edição especial para o mercado brasileiro. Em outubro de 2013 lança um novo romance histórico intitulado "Ínclita Geração", sobre a vida de Isabel de Borgonha, filha de D. Filipa de Lencastre, e em maio de 2015 publica o seu mais recente livro sobre a mãe do nosso primeiro rei, "D. Teresa". Em julho de 2015 viu traduzido para inglês o seu primeiro romance histórico, "Philippa of Lancaster - English Princess, Queen of Portugal".
Mais recentemente mantém a crónica, todos os sábados, no Jornal i, sobre os mais diversos tópicos da atualidade. Escreve, também, para a revista Máxima, tendo uma das suas peças sobre a adoção em Portugal ("Não amam nem deixam amar", em conjunto com a jornalista Carla Marina Mendes) sido distinguida com o 1º Prémio de jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia”. Continua a colaborar mensalmente com a revista Pais & Filhos, e quando não está a escrever, vira diariamente os "Dias do Avesso" em conversa com Eduardo Sá, na Antena 1.
No tempo que lhe sobra de crónicas, entrevistas, livros infantis e conferências para os mais velhos, e os mais novos, dedica-se a investigar e a escrever o seu próximo romance histórico.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Maratona de cartas 2015 - Amnistia Internacional

No Agrupamento de Escolas de Seia, realizou-se, no dia 10 de dezembro, a Maratona das Cartas 2015 da Amnistia Internacional. Esta atividade contou também com a realização de três sessões de sensabilização/esclarecimento quer da Amnistia Internacional quer dos casos apresentados para este ano. As sessões foram dinamizadas pelo professor António José Ferreira, docente de Educação Moral e Religião Católica (EMRC), do Agrupamento de Escolas de Seia.
Vários grupos de alunos estiveram presentes e deram o seu contributo neste grande evento anual desta organização Internacional de Direitos Humanos que mobiliza milhões de ativistas pelo mundo inteiro. Desejamos que a sua assinatura faça a diferença na vida de Rafael, de Yecenia, de Costas e das Meninas de Burkina Faso.
No final, os participantes fizeram a diferença formando um coração humano.
Agradecemos o contributo dos professores Manuela Silva (Biblioteca ESS), António José Ferreira (EMRC), Estela Brito (EMRC), Cristina Almeida Oliveira (EMRC), Cristina Nunes (ESS), turma G, do 11º ano, do Curso Profissional de Análises Laboratoriais e, principalmente, a todos os que HOJE fizeram a diferença.

Bem-Haja.




Filme do mês de dezembro: "O leão da Estrela"

Título original: O Leão da Estrela
Género: COMÉDIA
Ano: 2015
Realizador: Leonel Vieira
Elenco: Miguel Guilherme, Sara Matos, Ana Varela, Dânia Neto, Manuela Couto, Aldo Lima, André Nunes, José Raposo, Alexandra Lencastre
País(es): Portugal
Duração: 1h 40m

Remake da popular comédia de 1947, com António Silva, Milú, Maria Eugénia e Laura Alves. Anastácio, um alucinado e fanático adepto do Sporting, vai ao Porto assistir a um desafio decisivo.
Instala-se com a família em casa dos Barata, que conheceram nas Caldas da Rainha e cujo filho Eduardo namorisca a bela Jujú, a filha de Anastácio.
Este, um compulsivo farsante e imaginativo mentiroso, faz-se passar por um abastado homem de negócios e as coisas correm da melhor forma no Porto.
Mas quando Barata anuncia uma visita a Lisboa com a família, Anastácio fica em pânico. Porém, não se deixa abater e monta uma engenhosa farsa de aparências e mentiras, que vai terminar numa monumental confusão….

Não é, claro, o melhor filme nacional de sempre. Nem é comparável ao original de Arthur Duarte (1947). Mas tem grandes atores, boa fotografia, um realizador competente e esforçado e… é português! Leva gente ao cinema, é divertido e é… DEVER IR VER!!!!
No Cine Teatro de Seia/Casa da Cultura, dias 18, 19 e 20 de dezembro, sempre às 21:30.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Livro do mês de dezembro: "A escriba", de Antonio Garrido

Alemanha, ano 799. Carlos Magno, em vésperas de ser coroado imperador do Ocidente, encarrega Gorgias, um ilustre escriba bizantino, da tradução de um documento de vital importância para o futuro da Cristandade. O trabalho deverá ser executado no mais absoluto segredo.
Entretanto, Theresa, filha de Gorgias e aprendiz de escriba, é falsamente acusada de um crime e procura refúgio na cidade alemã de Fulda, perdendo o contacto com o pai. Aí, conhecerá Alcuino de York, um frade britânico que investiga uma terrível epidemia que assola a população. Quando Theresa é informada do desaparecimento misterioso de Gorgias, ela e Alcuino embarcam numa aventura inquietante para o encontrar e infiltram-se numa teia conspirativa de ambição, poder e morte, em que nada nem ninguém é o que parece e da qual depende o futuro do mundo ocidental.
Combinando o rigor histórico com uma prosa de ritmo trepidante, este romance de Antonio Garrido conduz o leitor por cidades, claustros e abadias medievais, num thriller apaixonante inspirado em factos reais.


Antonio Garrido, nascido em Linares em 1963, estudou Engenharia Industrial e leciona na
Universidade Politécnica e na Universidade CEU Cardenal Herrera, ambas em Valência.

O Leitor de Cadáveres foi muito bem acolhido pela crítica, tendo recebido o Prémio Internacional de Romance Histórico "Ciudad de Zaragoza", um dos mais importantes galardões do género. O seu primeiro romance, A Escriba, obteve um enorme sucesso em Espanha, tendo sido traduzido para treze idiomas.

Poema do mês de dezembro: "Dia de Natal", de António Gedeão

DIA DE NATAL

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exata em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse diretamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bençãos e favores.

A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.

Ah!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.


António Gedeão

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Filme do mês de novembro: As sufragistas

Título original: Suffragette

Realizador: Sarah Gavron
Atores: Carey Mulligan , Anne- Marie Duff, Helena Bonham Carter, Meryl Streep,  Adam Nagaitis, Adrian Schiller.
Argumento: Abi Morgan
Género:  Drama histórico
Classificação:  M/12
Outros dados: Reino Unido, 2013, Cores, 106 min.

O início da luta do movimento feminista e os métodos incomuns de batalha. Mulheres que, forçadas à clandestinidade, enfrentaram os seus limites pela causa e desafiaram o Estado extremamente opressor. A história destas ativistas, maioritariamente da classe operária e dispostas a perder tudo na luta pela igualdade, é baseada em factos reais.






Em Seia, no Cine Teatro da  Casa da Cultura, nos próximos dias 20, 21 e 22 de novembro, pelas 21:30h.