sábado, 6 de fevereiro de 2016

Concurso Nacional de Leitura: entrega de certificados de participação









Poema do mês de fevereiro

O homem e seu Carnaval


Deus me abandonou
no meio da orgia
entre uma baiana e uma egípcia.
Estou perdido.
Sem olhos, sem boca
sem dimensões.
As fitas, as cores, os barulhos
passam por mim de raspão.
Pobre poesia.

O pandeiro bate
é dentro do peito
mas ninguém percebe.
Estou lívido, gago.
Eternas namoradas
riem para mim
demonstrando os corpos,
os dentes.
Impossível perdoá-las,
sequer esquecê-las.

Deus me abandonou
no meio do rio.
Estou me afogando
peixes sulfúreos
ondas de éter
curvas curvas curvas
bandeiras de préstitos
pneus silenciosos
grandes abraços largos espaços
eternamente.


Carlos Drummond de Andrade

Livro do mês: "Triplo" de Ken Follett

No ano de 1968, Israel esteve por detrás do desaparecimento de 200 toneladas de urânio, material destinado a dotar o Egito da bomba atómica com a ajuda da União Soviética. Contudo nunca se conseguiu determinar como é que um carregamento daquele minério, suficiente para produzir 30 armas nucleares, desapareceu no mar alto sem deixar provas que comprometessem Israel. Follett pegou nesta enigmática ocorrência e criou a partir dela um thriller único, onde um suspense de alta voltagem se combina com factos históricos.
Triplo é a fascinante história de um espantoso golpe de espionagem e um dos mais bem guardados segredos do século passado. New York Times Bestseller.






Ken Follett nasceu a 5 de Junho de 1949, em Cardiff, no País de Gales, e licenciou-se em Filosofia no
University College, em Londres. Começou a sua carreira como jornalista no South Wales Echo e, mais tarde, no London Evening News. Trocou a profissão de jornalista pela de editor e continuou a escrever no tempo livre. A sua primeira obra foi publicada em 1978 sob o título Eye of the Needle, um thriller que venceu o Edgar Award e deu origem a um filme. Vive em Londres com a mulher, a deputada Barbara Follett, e os seus dois Labrador retrievers. Tem estado associado a diversas associações para a promoção da literacia e da leitura; é membro da Welsh Academy e Fellow da Royal Society of Arts. Follett é um grande apreciador de Shakespeare e um músico amador.

Sugestões de leitura





Boas leituras...

Eu sou o outro

Abílio Rocha, empregado de balcão de um conhecido café de Lisboa, próximo de Pessoa, conduz-nos num périplo pelos mundo de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, cruzando a obra de Pessoa ortónimo e heterónimos com a sua própria vida.
Uma vida plena dos sonhos e ilusões próprios de quem tem as suas raízes num Portugal profundo e conviveu, de perto, com um dos poetas mais consagrados da nossa língua. Uma vida que ecoa nas cordas do seu bandolim, fazendo vibrar o próprio eixo da nossa herança, da nossa identidade.


Boletim de novidades: fevereiro










quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Concurso Nacional de Leitura

Resultados do Concurso Nacional de Leitura


1ª Fase – Nível de Escola

Classificação
Nome
Ano
Turma
Benedita Marques Dias
10º
D
Joana Gabriela Martins
10º
D
Bárbara Branquinho
10º
D
Manuel de Camelo Correia
10º
D
Ana Beatriz Neves Mendes
10º
D








Os três primeiros classificados irão representar a Escola Secundária de Seia na fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura, em local e data a definir. 






terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Poema do mês de janeiro

Ode à Paz


Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos atos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exatidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
                               deixa passar a Vida!


Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

Livro do mês de janeiro: "Ínclita Geração"

Era feita de luzes e de sombras. O pintor flamengo Van Eyck havia entendido a sua essência como ninguém e pintado as linhas do seu rosto e o seu carácter, em dois quadros distintos, para mostrar ao noivo Filipe III, duque da Borgonha. Um feito de luzes, outro feito de sombras. Isabel, tal como a sua mãe, D. Filipa de Lencastre, casava tarde. E a ideia de deixar Portugal, o pai envelhecido, os cinco irmãos em constante desacordo, e Lopo, irmão de leite e melhor amigo, para partir para um país longínquo e gelado atormentava-lhe o coração. Era a terceira mulher de Filipe, já duas vezes viúvo, esperava vir a dar-lhe o herdeiro legítimo de que Borgonha tanto precisava. A sua fama de mulherengo atravessava fronteiras… Mas Isabel sabia que nascera para cumprir um destino, ser a Estrela do Norte, que firme no céu indica o caminho. Saberia mudá-lo, torná-lo num homem diferente, acreditava Isabel. Na manga levava um trunfo que apenas partilhava com o seu irmão Henrique e com o seu fiel Lopo, na esperança de se tornar senão amada, pelo menos indispensável. Mas ao longo da sua vida, as sombras foram ganhando terreno e os acontecimentos precipitaram-se numa espiral que Isabel não conseguia travar e de que apenas o seu filho a podia salvar. Este romance traz-nos a surpreendente história de Isabel de Borgonha, a única mulher da chamada Ínclita Geração, cantada por Luís de Camões, n´ “Os Lusíadas”.
A Ínclita Geração é a geração perfeita, os filhos de Avis, de D. Filipa de Lencastre e D. João I, que marcaram, cada um à sua maneira, a História de Portugal. Dela fazem parte D. Duarte, rei de Portugal, o infante D. Henrique, O Navegador, impulsionador dos Descobrimentos, D. Fernando, morto no cativeiro em Fez à mão dos mouros, D. João, condestável do Reino, D. Pedro, duque de Coimbra, regente do reino, morto na batalha de Alfarrobeira, e Isabel de Borgonha, a infanta que levou Portugal ao mundo. É através dos olhos da infanta que olhamos para Portugal e para cada um dos seus irmãos.

Um romance empolgante que acompanha a vida desta mulher do século XV, que assumiu com inteligência e determinação o seu papel no governo de Borgonha urdindo alianças com França e Inglaterra, que procurou salvar Joana d' Arc da morte, abriu os braços aos sobrinhos fugidos de Portugal, num período de tumultos e divisões. Foi aliada das descobertas do infante D. Henrique, assistindo impotente à morte do seu querido irmão D. Fernando às mãos dos infiéis… Uma mulher que nunca esqueceu que era filha de Filipa de Lencastre e princesa de Portugal.

Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Desde o Diário de Notícias, onde começou aos 21 anos, que contribui de forma essencial para o jornalismo português. Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projetos. Paralelamente escreveu vários livros de ficção, contos e histórias para crianças, mas a sua grande paixão por romances históricos revelou-se em 2007, com o bestseller "Filipa de Lencastre", a que se seguiram "Catarina de Bragança" e "D. Amélia", com crescente sucesso. Em abril de 2012, foi a vez de "D. Maria II", que vendeu mais de 45 mil exemplares, e mereceu uma edição especial para o mercado brasileiro. Em outubro de 2013 lança um novo romance histórico intitulado "Ínclita Geração", sobre a vida de Isabel de Borgonha, filha de D. Filipa de Lencastre, e em maio de 2015 publica o seu mais recente livro sobre a mãe do nosso primeiro rei, "D. Teresa". Em julho de 2015 viu traduzido para inglês o seu primeiro romance histórico, "Philippa of Lancaster - English Princess, Queen of Portugal".
Mais recentemente mantém a crónica, todos os sábados, no Jornal i, sobre os mais diversos tópicos da atualidade. Escreve, também, para a revista Máxima, tendo uma das suas peças sobre a adoção em Portugal ("Não amam nem deixam amar", em conjunto com a jornalista Carla Marina Mendes) sido distinguida com o 1º Prémio de jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia”. Continua a colaborar mensalmente com a revista Pais & Filhos, e quando não está a escrever, vira diariamente os "Dias do Avesso" em conversa com Eduardo Sá, na Antena 1.
No tempo que lhe sobra de crónicas, entrevistas, livros infantis e conferências para os mais velhos, e os mais novos, dedica-se a investigar e a escrever o seu próximo romance histórico.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Maratona de cartas 2015 - Amnistia Internacional

No Agrupamento de Escolas de Seia, realizou-se, no dia 10 de dezembro, a Maratona das Cartas 2015 da Amnistia Internacional. Esta atividade contou também com a realização de três sessões de sensabilização/esclarecimento quer da Amnistia Internacional quer dos casos apresentados para este ano. As sessões foram dinamizadas pelo professor António José Ferreira, docente de Educação Moral e Religião Católica (EMRC), do Agrupamento de Escolas de Seia.
Vários grupos de alunos estiveram presentes e deram o seu contributo neste grande evento anual desta organização Internacional de Direitos Humanos que mobiliza milhões de ativistas pelo mundo inteiro. Desejamos que a sua assinatura faça a diferença na vida de Rafael, de Yecenia, de Costas e das Meninas de Burkina Faso.
No final, os participantes fizeram a diferença formando um coração humano.
Agradecemos o contributo dos professores Manuela Silva (Biblioteca ESS), António José Ferreira (EMRC), Estela Brito (EMRC), Cristina Almeida Oliveira (EMRC), Cristina Nunes (ESS), turma G, do 11º ano, do Curso Profissional de Análises Laboratoriais e, principalmente, a todos os que HOJE fizeram a diferença.

Bem-Haja.




Filme do mês de dezembro: "O leão da Estrela"

Título original: O Leão da Estrela
Género: COMÉDIA
Ano: 2015
Realizador: Leonel Vieira
Elenco: Miguel Guilherme, Sara Matos, Ana Varela, Dânia Neto, Manuela Couto, Aldo Lima, André Nunes, José Raposo, Alexandra Lencastre
País(es): Portugal
Duração: 1h 40m

Remake da popular comédia de 1947, com António Silva, Milú, Maria Eugénia e Laura Alves. Anastácio, um alucinado e fanático adepto do Sporting, vai ao Porto assistir a um desafio decisivo.
Instala-se com a família em casa dos Barata, que conheceram nas Caldas da Rainha e cujo filho Eduardo namorisca a bela Jujú, a filha de Anastácio.
Este, um compulsivo farsante e imaginativo mentiroso, faz-se passar por um abastado homem de negócios e as coisas correm da melhor forma no Porto.
Mas quando Barata anuncia uma visita a Lisboa com a família, Anastácio fica em pânico. Porém, não se deixa abater e monta uma engenhosa farsa de aparências e mentiras, que vai terminar numa monumental confusão….

Não é, claro, o melhor filme nacional de sempre. Nem é comparável ao original de Arthur Duarte (1947). Mas tem grandes atores, boa fotografia, um realizador competente e esforçado e… é português! Leva gente ao cinema, é divertido e é… DEVER IR VER!!!!
No Cine Teatro de Seia/Casa da Cultura, dias 18, 19 e 20 de dezembro, sempre às 21:30.