terça-feira, 24 de março de 2015

Herberto Helder


Herberto Helder nasceu em 1930 no Funchal, onde concluiu o 5.º ano. Em 1948 matriculou-se em Direito mas cedo abandonou esse curso para se inscrever em Filologia Românica, que frequentou durante três anos. Teve inúmeros trabalhos e colaborou em vários periódicos como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-dia, Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Em 1969 trabalhou como diretor literário da editorial Estampa. Viajou pela Bélgica, Holanda, Dinamarca e em 1971 partiu para África onde fez uma série de reportagens para a revista Notícias. Em 1994 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, que recusou. Faleceu em Cascais a 23 de março de 2015, tinha 84 anos.

 
Obra:

 
Poesia – O Amor em Visita (1958)

A Colher na Boca (1961)

Poemacto (1961)

Lugar (1962)

Electrònicolírica (1964)

Húmus: poema-montagem (1967)

Retrato em Movimento (1967)

Ofício Cantante: 1953-1963 Antologia (1967)

O Bebedor Nocturno (1968)

Vocação Animal (1971)

Poesia Toda (1º vol. de 1953 a 1966; 2º vol. de 1963 a 1971) (1973)

Cobra (1977)

O Corpo o Luxo a Obra (1978)

Photomaton & Vox (1979)

Flash (1980)

A Plenos Pulmões (1981)

Poesia Toda 1953-1980 (1981)

A Cabeça entre as Mãos (1982)

As Magias (1987)

Última Ciência (1988)

Do Mundo (1994)

Poesia Toda (1996)

Ou o poema contínuo: súmula (2001)

A Faca Não Corta o Fogo - Súmula & Inédita (2008)

Ofício Cantante - Poesia Completa (2009)

Servidões (2013)

A Morte Sem Mestre (2014)

Os Passos em Volta (1963)

Apresentação do Rosto (1968).

A Faca Não Corta o Fogo (2008).

 

Aos amigos

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.

Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,

com os livros atrás a arder para toda a eternidade.

Não os chamo, e eles voltam-se profundamente

dentro do fogo.

— Temos um talento doloroso e obscuro.

Construímos um lugar de silêncio.

De paixão.

 

In Lugar

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